Porque aceitei apoiar a candidatura do Bloco de Esquerda às eleições legislativas de 2019 pelo círculo eleitoral de Castelo Branco?

O Bloco de Esquerda, BE, tem-se revelado uma força política importante e imprescindível no âmbito do quadro político português.

No panorama das forças de esquerda em Portugal, o BE desempenhou um papel determinante junto do Governo, contribuindo, com as suas insistências, para que o exercício da democracia, dos direitos dos cidadãos e das regiões, se pautassem por um aproximar às realidades locais, sem esquecer a pertinência proveniente das mesmas regiões.

O Rui Lino tem o perfil de um jovem cidadão político empenhado e responsável. Descendente de gentes da Covilhã, foi aqui que encontrou um meio social no qual se envolveu, empenhando-se de forma participada, no levantamento dos grandes desafios que “afrontam” este interior, muitas dos quais teimam em persistir, sem que se visionem políticas estruturais tendentes à resolução dessas mesmas questões.

A “interioridade” continua a ser um dos maiores obstáculos ao progresso destas regiões marcadas por esse determinismo geográfico que as forças governamentais teimam em não perceber, limitando-se ao enunciar de “grandes propósitos”, os quais, não passam de lenitivos, se nos compararmos com um litoral, em muito desmesurado, e se olharmos para este interior obrigado a um ostracismo incompreensível, cada vez mais propositado com todas as consequências.

São muitas as questões que nos afrontam, das quais comungo inteiramente, podendo compaginar-se nos grandes temas que o BE tem insistentemente trazido ao conhecimento público.

As temáticas da acessibilidade/mobilidade; o ambiente; a empregabilidade; os serviços; as atuações do estado; o turismo.

A capacidade objetiva do Rui Lino, confere-nos a certeza do seu envolvimento nos aspetos mais específicos do que muito nos aflige, e seguindo a mesma ordem temática se configuram na luta pelo fim das portagens, das ligações rodo e ferroviárias que este interior continua a reclamar; das questões ambientais que vão das barragens à áreas ardidas perante um maciço central carente de planeamento face a hegemonias perenes; a empregabilidade que não se resolve sem a criação de incentivos; assim como a melhoria dos serviços não pode significar uma demissão do Estado face às suas obrigações; o significado assumido pelo conceito “valorização do interior” quando se tem uma secretaria de estado enredada em si mesma! Que o fator turismo e património, em todas as suas vertentes e potencialidades, signifiquem desenvolvimento e futuro.

Porém, o ambiente, em sentido amplo, e as grandes medidas que urge tomar para a sua preservação, essa grande incógnita, porque “não há planeta B”, constituem o principal desafio que se coloca a toda a humanidade.

A conjugação destes fatores, são os desafios que Rui Lino se propõe aceitar.

O meu combate e empenhamento passam também por aí

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Natural da Covilhã onde nasceu em fevereiro de 1954. Licenciou-se em História, variante de história contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade Coimbra. Após a licenciatura inicia a carreira de professor, profissão que exerce na Escola Básica Pêro da Covilhã. Membro da APAI, Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial, APPI, Associação Portuguesa do Património Industrial e APSPCI, Associação Portuguesa para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial.

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