Ontem as ruas de Viseu pintaram-se de todas as cores, naquela que foi a única Marcha do país pelos Direitos LGBTI+ a sair à rua em 2020.

“Nem menos nem mais, direitos iguais” foi uma das palavras de ordem que ecoaram pela voz de mais de duas centenas de participantes, num percurso que se iniciou no parque do Fontelo e culminou no “Rossio” (Praça da República).

A organização, pela Plataforma Já Marchavas, desta que é a terceira Marcha pelos Direitos LGBTI+ em Viseu, adaptou todos os momentos à realidade vivida, respeitando as precauções de distanciamento recorrendo à marcação de distâncias, tanto nos momentos parados como durante o próprio percurso. 

A iniciativa reivindicativa contou com a participação de pessoas e coletivos de todo o país, o que ficou patente no momento inicial de microfone aberto em que se ouviram as partilhas e experiências de representantes do Portugal Gay, Porto Inclusive, SOS Racismo, Greve Climática Estudantil, Orgulhosamente LGBTI+ Amarante, Feminismos Sobre Rodas, Comunidade Fadas Radicais, Olho Vivo, entre outros.

Estiveram ainda presentes as deputadas pelo Bloco de Esquerda Fabíola Cardoso e Sandra Cunha. O Bloco de Esquerda foi o único partido que se fez representar, apesar do manifesto ter sido subscrito por mais três. 

“Ocupar o espaço público, celebrar a liberdade sexual, reivindicar a igualdade na sociedade, exigir políticas e práticas públicas que promovam esta diversidade e combatam todas as formas de discriminação, sexismo, racismo, xenofobia e LGBTIfobia!!”, é assim que a deputada Fabíola Cardoso define a Marcha LGBTI+ de 2020 em Viseu.

No final, ocorreu ainda um momento performativo que evocou os 15 anos passados desde a manifestação STOP Homofobia, convocada em Maio de 2005 em Viseu em resposta a ataques e perseguições à comunidade gay viseense por parte de uma milícia composta por mais de 20 jovens.

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