Foto por Raquel Teixeira | Interior do Avesso

A Assembleia de credores da Sousacamp, empresa produtora de cogumelos, reunida ontem no tribunal de Vila Flor adiou a decisão sobre o futuro dos trabalhadores e trabalhadoras e da própria empresa para o próximo dia 19 de fevereiro.

À saída do tribunal, o dirigente sindical do SINTAB Eduardo Andrade criticou a forma como os trabalhadores e trabalhadoras da empresa foram tratados. Em declarações à comunicação social, o dirigente sindical indicou que “O que ouvimos agora aqui foi um chega para trás aos trabalhadores por parte do administrador judicial e da juíza que disse para termos cuidado, porque não havendo viabilização, a solução é a falência”. O Sindicato está preocupado com os postos de trabalho e não se mostra contra a proposta de viabilização, desde que esses mesmos postos sejam assegurados.

Em declarações à Lusa, o administrador judicial da empresa refere que “Há negociações que estão em curso entre credores tendentes a que os planos se ajustem ao que a empresa precisa”, afirmou, referindo-se a projetos que estão em curso na última década financiados por fundos públicos. 

Bruno Costa reiterou que este plano de viabilização contém o despedimento, por mútuo acordo de 90 trabalhadores, sendo a maior parte destes da fábrica de Paredes, mas também 6 de Benlhevai, onde terminará a produção do composto para os cogumelos.

Está em análise a proposta da CoReEquity, gestora de capital de risco, que teve autorização em dezembro da Autoridade da Concorrência para entrar no capital do grupo. A proposta prevê um perdão de 40 dos 60 milhões da dívida do Grupo Sousacamp, sendo o maior credor a banca, nomeadamente o Novo Banco.

Escrito por JL

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