Foto por Raquel Teixeira

Em comunicado, a Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Vila Real considera que é “indiscutível a importância da preservação deste monumento” afirmando também que se insurgem “contra práticas desfavoráveis à proteção e valorização do património histórico local”, como consideram que seria o caso da reabertura ao trânsito automóvel.

O Bloco de Esquerda considera que os referendos locais são essenciais como forma de “ouvir as pessoas, implicá-las na mudança, aprofundar a democracia direta”. No entanto, neste caso se trata de uma “utilização abusiva da figura do referendo”, referindo o encerramento da ponte em 2008 se baseou  “num estudo técnico sobre a segurança da infraestrutura e resultado de uma posição do Ministério da Cultura responsável pela tutela deste monumento, uma decisão acertada quer em termos de preservação do monumento, quer em termos de sustentabilidade ambiental”.

Consideram também que a reabertura ao trânsito seria “um retrocesso na defesa deste monumento, como é uma atitude irresponsável preocupada com a estratégia partidária, sem se preocupar verdadeiramente com o interesse da população”. Para o Bloco, a valorização e preservação do património contribui “para a educação sobre o património, através da experiência e do contato direto com as evidências e manifestações da cultura, permitindo a apropriação e valorização de sua herança cultural, que em larga medida reforça os laços afetivos da população com o local.”

Recordam também o estatuto de monumento nacional na categoria de monumento Lusitano-romano desde 1910, através do “Decreto de 16-06-1910, DG, 1.ª série, n.º 136 de 23 junho 1910 e promulgado em 1938 pelo Decreto nº 28 536, DG, 1.ª série, n.º 66 de 22 março 1938”.

O Bloco considera, por isso, que a preservação dos bens históricos, arquitetónicos e arqueológicos “constituem testemunhos com valor de civilização ou de cultura portadores de interesse cultural relevante, que são fundamentais à identidade e memória coletivas, mas também importantes impulsionadores de desenvolvimento local, devendo por isso ser objeto de especial proteção e valorização”, referindo que o Bloco “se insurge contra práticas desfavoráveis à proteção e valorização do património histórico local”.

Consideram por fim que o comércio na Madalena ganhará com a preservação da Ponte de Trajano do que com a sua abertura ao trânsito que poderá deteriorar o seu estado de conservação sem ser uma garantia de poder estimular o comércio e restauração. Defendem também que através do ordenamento e de intervenção de reabilitação urbanística será possível reabilitar esta área urbana de forma a promover “a valorização e preservação de outros edifícios de interesse histórico e espaços verdes, bem como, por estratégias inteligentes e criativas, de promoção e valorização, de forma sustentável e sem a sua descaracterização, deste local tão especial onde nasce a Estrada Nacional 2, com potencial interesse turístico.”

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