Bloco Vila Real visita Lar Residencial da APPACDM em Alijó

O Bloco de Esquerda visitou o Lar Residencial da APPACDM Sabrosa(Associação portuguesa dos pais e amigos do cidadão deficiente mental) em Alijó na passada quarta-feira, dia 21 de agosto.

A visita, que contou com a presença da candidata à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Vila Real, Mariana Falcato Simões, vem no seguimento dos eventos alegadamente ocorridos nesta instituição em janeiro de 2017 em que a comunicação social denunciou casos de maus tratos aos utentes deste lar.

A bancada parlamentar do Bloco de Esquerda fez desde essa data várias perguntas à tutela, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, não tendo havido nenhuma resposta ou esclarecimento.

A comitiva foi recebida pela Dra. Helena Lapa, presidente da direção, e por Sónia Silva e Samuel Dias, coordenadores técnicos. Relativamente aos alegados abusos pudemos ouvir a versão dos fatos e ficámos a saber que o processo ainda se encontra aberto no Ministério Público estando a aguardar a sua conclusão. Foi nos dito pela Dra. Helena Lapa que nos últimos 2 anos houve alterações no modelo de gestão, foi criado um documento interno de prevenção e intervenção em casos de maus tratos e foi feita formação aos técnicos na contenção de utentes com deficiências mais profundas e comportamentos violentos.

Ao Interior do Avesso o Bloco de Esquerda Vila Real diz que apesar de defender uma mudança de paradigma para a vida das pessoas com deficiência que passa pela desinstitucionalização e a criação de projetos de Vida Independente, é importante conhecer as instituições e os serviços que estas estão a prestar aos seus utentes, dado que no sistema atual são as únicas ofertas existentes.

Mariana Falcato Simões diz ainda que o Estado Português está em incumprimento da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), que ratificou em 2009. O Comité sobre os Direito das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas é muito claro sobre a necessidade de acabar com a institucionalização das pessoas com deficiência e declarou mesmo que “os Estados-partes têm a obrigação imediata de dar início a um plano estratégico com prazos adequados e providenciar recursos para substituir quaisquer ambientes institucionalizados por serviços de apoio à vida independente, em estreita e respeitadora consulta com as organizações representativas das pessoas com deficiência.” A candidata criticou ainda o PS por chumbar a proposta do Bloco para a realização de uma plano de desinstitucionalização, ao arrepio das orientações atuais a nível internacional.

Citando o lema “nada sobre nós, sem nós”, a candidata defendeu que “é dos básicos direitos humanos o direito à auto-determinação, e que apesar da deficiência estar desde sempre escondida, chegou o tempo da sociedade engolir a ideia “radical” de que as pessoas com diversidade funcional têm direito a decidir como, onde e com quem querem viver.”

(Escrito por MG)

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts
Ler Mais

Ribeira da Sertã aparece de novo poluída

Bloco de Esquerda denuncia mais um episódio de poluição na Ribeira da Sertã, tendo alertado as entidades competentes, tal como a Câmara Municipal, SEPNA e APA. 
Skip to content