Foto por Reis Quarteu - Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=82031996

Na passada sexta-feira, o hospital de Bragança foi palco de um protesto por melhores condições de trabalho por parte dos enfermeiros. Estes queixam-se de que com a pandemia as condições de trabalho foram-se degradando.

Em declarações à Rádio Brigantia, o dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Alfredo Gomes, afirmou que as reivindicações se prendem com a não compensação do risco a que a profissão exige, bem como, os problemas na progressão de carreira. Para o dirigente, esta situação tem piorado com a pandemia, dando como exemplo a Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE).

O sindicalista referiu à Rádio Brigantia que aos problemas citados se acrescentam outros relacionados com as condições de trabalho. “Temos ali uma tenda, que é onde são atendidos os doentes com Covid, e não tem condições de trabalho, nomeadamente chove lá dentro. Colegas que fazem turnos de 12 horas, por vezes, têm que mudar de calçado, porque molham os pés. Estão a ser exigidos aos enfermeiros turnos ilegais de 12 horas.”

Salienta também que “tendo nós uma lei que estipula o valor da hora e do trabalho extraordinário, agora criam turnos extraordinários com um valor fixo e não respeitando sequer aquilo que é a regulamentação da carreira”, referindo-se à legislação sobre as horas extra que contestam, bem como, aos regimes de horários de trabalho, afirmando que a precariedade tem aumentando nos contratos destes trabalhadores.

O Sindicato refere ainda que dos 750 enfermeiros da ULSNE, 60 foram contratados para combate à pandemia, e que os que foram admitidos nesse período têm contratos precários de 4 meses.

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