Cerca de 37 mil olivicultores transmontanos produziram, durante a última campanha, cerca de 15 mil toneladas de azeite, ultrapassando as expectativas a nível de quantidade e qualidade.

“O balanço é bastante positivo, a campanha ultrapassou as expectativas, quer em termos de quantidade de azeitona e de azeite, mas sobretudo em termos de qualidade que se manteve e conseguimos azeites de excelente qualidade”, sublinhou Francisco Pavão, presidente da APPITAD – Associação de Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro, segundo artigo da Brigantia.

Apesar do sucesso desta campanha, Francisco Pavão insiste que é urgente que o Governo invista num plano que torne possível mitigar os efeitos das alterações climáticas, permitindo um aumento da produção, bem como que avance com um plano estratégico para a defesa e valorização do olival tradicional português, que tem ganho cerca 80% dos prémios do setor nos últimos anos, tanto a nível nacional como internacional.

Francisco Pavão, de acordo com a Brigantia, refere vários fatores que terão contribuídos para o sucesso da campanha: “primeiro, a região manteve uma aposta clara nas suas variedades tradicionais. 99% do olival que foi plantado manteve a tipologia do olival tradicional da região, como a cobrançosa, a madural, a verdial, a cordovil, pelo que os azeites mantêm um perfil constante de qualidade. Depois, os nossos produtores continuam a tratar o olival com bastante carinho e antecipou-se bastante a colheita, o que se traduz numa grande qualidade. As condições naturais, as variedades e o terroir permite obter um azeite distintos e bastante diferenciados”.

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