Foto por Câmara Municipal de Carregal do Sal | Facebook

Carregal do Sal está na segunda fase de desconfinamento desde dia 5 de abril. O Bloco de Esquerda, tal como o seu candidato à Câmara Municipal carregalense, Hermínio Marques, solidarizam-se com a população e criticam os critérios das fases de desconfinamento e a falta de iniciativa da Câmara Municipal.

“Esta situação limita fortemente a atividade comercial e económica do concelho, sobretudo a ligada à restauração e ao comércio local. Mas também prejudica gravemente a atividade desportiva e as iniciativas ligadas ao bem-estar social na terceira idade”, considera o Núcleo Concelhio de Carregal do Sal do Bloco de Esquerda, em nota de imprensa.

Para o Bloco, “um forte acompanhamento das autoridades de saúde e dos serviços municipais relativamente aos novos casos de infeção, tal como uma comunicação saudável e clara entre a Câmara Municipal e o Centro de Saúde, mas também com as promessas feitas por António Costa, que nunca saíram do papel, como foi o aumento da fiscalização no concelho e a testagem massiva à população carregalense esta situação era completamente evitável.”

Nesse sentido, o Núcleo Concelhio considera que o Executivo Municipal não deveria ter esperado pelo poder central, tomando a iniciativa de avançar com um plano de testagem a toda à população. “Tal como o Governo se deveria comprometer a reforçar a vacinação nos concelhos mais afetados”, acrescentam.

Nas duas últimas semanas, o número de novos casos em Carregal do Sal rondou sempre a dezena. “O que num concelho como este, com perto de 10 mil habitantes, faz ultrapassar a linha vermelha dos 120 casos por 100 mil habitantes”.

Num momento em que vários concelhos estão a retroceder ou a permanecerem, constantemente, na mesma fase de desconfinamento, o Bloco questiona “se os critérios de avaliação são os mais ponderados e justos para as populações dos concelhos afetados, sobretudo nos territórios de baixa densidade populacional.”

Nesse sentido, o Núcleo Concelhio defende que, se os critérios faziam sentido na pior fase da pandemia, “como forma de proteção da população”, numa altura em que “todo o país está a desconfinar (excepto os casos mais graves como o é o exemplo de Odemira ou Portimão), os concelhos com uma densidade populacional reduzida são injustamente prejudicados.”

 

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