Foto de Carlos Couto

O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Carregal do Sal afirma que “ninguém deve ficar amarrado, mas sim raízes para voltarem e fixarem-se na terra com as mais-valias que trazem os estudos”. 

Em declarações à Lusa, Hermínio Marques, candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Carregal do Sal, garantiu que quer ajudar quem mais precisa e pretende que as pessoas “fixem raízes” no concelho. 

Hermínio Marques referiu que “quero que Carregal do Sal seja um sítio por onde se passa, mas também onde se fique, porque noto que as pessoas não se agarram à terra. Os alunos saem e não criam raízes e eu queria que eles criassem raízes”. 

O candidato do Bloco, natural de Carregal do Sal, que já integrou a lista do partido às eleições legislativas de 2019 pelo círculo eleitoral de Viseu, admitiu que não quer que os jovens criem âncoras “porque ninguém deve ficar amarrado, mas sim raízes para voltarem a fixarem-se na terra com as mais-valias que trazem os estudos”. 

O carregalense sublinhou que quer “abrir as portas da Câmara, porque o presidente tem de ouvir as pessoas, quero fazer projetos para as pessoas, arriscar e trazer para o concelho mais dinâmica e criar emprego e ajudar as pessoas que mais precisam, sem ostracizar os mais fortes, mas estar do lado daqueles que a pandemia também mais afetou”. 

Hermínio Marques é consciente que o Bloco de Esquerda não é um partido com forte implementação autárquica, mas “o facto de Carregal do Sal ter um deputado municipal bloquista dá muita força e motivação”. 

“No distrito de Viseu, só Carregal do Sal e Viseu têm um deputado municipal do Bloco de Esquerda, são os únicos que têm a força política representada e no último mandato toda a gente percebeu essa importância pelos problemas trazidos a público e a sua repercussão depois”, disse. 

Certo que o desafio é complicado, o candidato bloquista refere que “se não conseguir a presidência, pelo menos o vereador será possível chegar” e com isso “estão a lançar-se sementes e a fazer-se o caminho”. 

Terminou referindo que “sei que o desafio é complicado e é uma aventura enorme, mas pelas mensagens que recebo de apoio de muitos jovens e não só, as pessoas estão cansadas sempre dos mesmos protagonistas e das mesmas forças políticas e de não se sair desse marasmo em que o concelho está”. 

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