Castelo Branco: Devemos caminhar para um modelo energético descentralizado e renovável

Em reunião com a Coopérnico, o Bloco considera que o modelo apresentado pela única cooperativa energética sem fins lucrativos é o mais justo. Marisa Matias alertou que Portugal nem transpôs a diretiva europeia sobre as energias renováveis.

A eurodeputada Marisa Matias está hoje, 11 de janeiro, no distrito de Castelo Branco para acompanhar várias reuniões da candidatura do Bloco de Esquerda à Assembleia da República com coletivos locais.

A primeira, com a Coopérnico, insere-se num dos temas centrais da campanha, as preocupações ambientais, sublinhou a cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, Cristina Guedes.

A candidata lembra que a Coopérnico é a “única cooperativa de energias renováveis sem fins lucrativos no país”, tendo a reunião como objetivo tentar perceber as diferentes atividades e quais as dificuldades da mesma, “é importante e essencial lutarmos cada vez mais pelas energias renováveis”.

Em declarações ao Interior do Avesso, Marisa Matias considera que “a resposta às alterações climáticas são o centro das alterações que são preciso fazer no nosso país e a questão da transição energética é das de maior importância”, alertando para que Portugal nem sequer transpôs a diretiva europeia sobre as energias renováveis.

Segundo a análise da eurodeputada, o país não tem as políticas necessárias para responder à transição energética, apesar de ter “todas as condições para pensar um modelo de desenvolvimento sustentável assente nas energias renováveis”.

Pelo contrário, neste momento, Portugal sofre muito de pobreza energética, nomeadamente com o aumento dos preços de energia, que têm “demonstrado a nossa falta de resposta e num país, em particular no interior, onde se pode dizer que ainda há pessoas a morrer de frio no inverno e de calor no verão, porque as casas não estão preparadas, as questões da transição energética, da eficiência energética são fundamentais”.

A eurodeputada destaca ainda que Portugal é dos países mais atrasados na transposição da diretiva da eficiência energética, sendo a “renovação dos edifícios fundamental” para superar estes problemas.

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