Foto por Eduardo Lages | Unsplash

Durante três anos, a Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS) vai assumir a cogestão do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) em parceria com o ICNF e com o Fundo Ambiental.

O PNDI abrange quatro concelho fronteiriços: Miranda do Douro, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta, do distrito de Bragança, e Figueira de Castelo Rodrigo do distrito da Guarda. Integrado na Rede Nacional de Áreas Protegidas, estende-se ao longo de 122 quilómetros pelos vales dos rio Douro e do seu afluente Águeda.

“Com a entrada em vigor do protocolo de cogestão, desde logo os quatro municípios que integram a áreas protegida do Douro Internacional passam a ter uma voz mais ativa no modelo de gestão das áreas protegidas”, explicou o secretário-geral da AMDS, Nuno Trigo, à Lusa, citada pel’A Voz de Trás-os-Montes.

“Estes quatro municípios, com este modelo de cogestão, podem transmitir os anseios das populações na gestão das áreas protegidas, que por vezes é condicionada pela lei, o que levanta alguma contestação”, adiantou ainda Nuno Trigo.

Durante os três anos de vigência, serão disponibilizados cerca de 100 mil euros, provenientes do Fundo Ambiental, para a AMDS fazer face aos encargos e orientações com a cogestão da área protegida.

“Institui-se assim o modelo de cogestão para as áreas protegidas de âmbito nacional, a partir do qual se pretende imprimir uma dinâmica de gestão de proximidade, em que diferentes entidades colocam ao serviço da área protegida o que de melhor têm para oferecer no quadro das suas competências e atribuições, pondo em prática uma gestão participativa, colaborativa e articulada em cada área”, indicou à Lusa o secretário-geral.

A comissão de cogestão será presidida por Mogadouro, uma vez que se trata do concelho com maior área protegida dentro do PNDI e do local onde está localizada a sua sede.

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