Foto por Nuno Madeira Alves, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons

Entre os dias 26 de abril e 8 de maio, os mineiros da Panasqueira vão estar em greve duas horas por dia, bem como ao trabalho suplementar. Reivindicam aumentos salariais e contestam os 0,5% propostos pela entidade patronal. Por Esquerda.net
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM), afeto à CGTP, acusa a empresa exploradora das Minas da Panasqueira de apresentar respostas “absolutamente vergonhosas” às propostas dos trabalhadores.
Em comunicado, a estrutura sindical refere que “o que a empresa propõe é 0,5% para atualização salarial, o que representa para os salários mais baixos cerca de 11 cêntimos por dia, o que não dá para comprar uma carcaça”.

O STIM refere que “nos últimos sete anos, os trabalhadores já perderam cerca de 100 euros, face à evolução do salário mínimo nacional”, e reitera que a empresa “tem claramente condições” para satisfazer as reivindicações dos funcionários, até porque se prepara para fazer investimentos noutras regiões.

A Mina da Panasqueira é atualmente explorada pela Beralt Tin and Wolfram Portugal, empresa subsidiária do grupo canadiano Almonty Industries.

Situada no concelho da Covilhã, esta mina é a única extração em Portugal de tungsténio, também designado como volfrâmio. Emprega mais de 250 trabalhadores oriundos essencialmente dos concelhos da Covilhã e do Fundão, no distrito de Castelo Branco.

 

Publicado por Esquerda.net a 13 de abril de 2021

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