As limitações impostas pelo governo à realização de eventos no natal e ano novo deverão ter efeitos profundos no setor, alerta a Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos. Por Esquerda.net

Em comunicado, a Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) estima que “mais de 1.000 técnicos de som, imagem, luz, entre outros, se vejam obrigados a ir para o desemprego ou a mudar de profissão” devido às últimas decisões tomadas pelo executivo no âmbito de estado de emergência, noticia a agência Lusa.

“Este foi um ano terrível para todos os que trabalham neste setor, independentemente da sua natureza, e estas últimas medidas anunciadas pelo Governo apenas vieram colocar mais um prego no caixão”, considera a associação.

Para o presidente da APSTE, Pedro Magalhães, a limitação dos eventos corporativos, “que ainda asseguravam algum do pouco trabalho existente” e a proibição de qualquer celebração de passagem de ano significarão “a falência certa para muitas empresas e o desemprego para muitos profissionais”.

“É importante não esquecer que um técnico demora cerca de dois anos a estar apto a trabalhar nesta área”, diz ainda. E relembra que estes profissionais são “altamente especializados que, perante a inevitabilidade do desemprego, não têm outra alternativa a não ser mudar de profissão”.

A APSTE critica ainda medidas como a suspensão do pagamento especial por conta. “Não estamos contra a medida em si, nada disso. Mas é incrível como se anuncia algo que nenhum benefício direto trará às empresas de setores profundamente afetados pela pandemia como se de algo muito positivo se tratasse”.

“Esta medida teria sentido se tivéssemos lucros para apresentar, a questão é que este ano apenas registámos prejuízos”, conclui.

 

 Publicado em Esquerda.net a 6 de dezembro de 2020 

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