Numa eleição em que os números da abstenção voltam a subir em Portugal, temos no Interior os distritos com os valores mais altos, Vila Real com 71,2% e Bragança com 71,5%. Esta leitura deve ser feita com atenção, porque apesar dos valores percentuais serem elevados, o número efetivo de votantes foi superior a 2014 em cerca de mais 30 000 votantes. Isto deve-se ao facto do universo de cidadãos recenseados ter subido de 9.696.481 em 2014 para 10.761.156 em 2019 devido ao recenseamento automático.

Mas vamos a resultados concretos. Com exceção do distrito de Vila Real, em que o PSD foi o partido com mais votação, o PS foi o partido mais votado por todo o território nacional, com 33,4% dos votos. Os grandes vencedores da noite das europeias foram o Bloco de Esquerda que duplicou a sua votação, obtendo 9,8% dos votos e elegendo 2 eurodeputados, mais um que em 2014. O PAN consegue nestas eleições eleger o seu primeiro eurodeputado com 5,1% dos votos. Dos restantes partidos com assento no Parlamento Europeu, o PSD desce 5,8% tal como o PCP, e o CDS descem também significativamente.

Pelo Interior os resultados acompanham a tendência nacional. No norte e centro, territórios em que a esquerda tem vindo a trabalhar para se implantar, o BE assume-se como a terceira força política à semelhança do resto do país. Tal como a nível nacional, também no Interior o PAN viu a sua votação reforçada. O PS não sofre grande evolução das eleições de 2014 para estas, mantendo-se nos mesmo valores percentuais com uma oscilação de 1% relativamente às eleições anteriores. O mesmo acontece se tivermos em conta que o PSD e o CDS se apresentaram às eleições de 2014 em coligação, nestas, os seus resultados conjuntos não sofreram grande alteração.

(Escrito por MFS)

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