Foto de Radio Atlantico | Facebook

A cidade de Bragança foi cenário de um espancamento em grupo de quatro amigos cabo-verdianos, resultando na morte de um deles, Luis Giovani Rodrigues, de 21 anos. O jovem morava há cerca de um mês e meio na cidade bragantina e estudava no Instituto Politécnico de Bragança.

Natural de Mosteiros, na ilha do Fogo, em Cabo-Verde, Luis Giovani dos Santos Rodrigues tinha 21 anos e chegara a Portugal há menos de dois meses para estudar. O estudante frequentava o curso de Design de Jogos Digitais no Instituto Politécnico de Bragança, no campus de Mirandela. Veio para Portugal com Elton e Jailson, seus amigos de infância.

Na noite das agressões, Giovani, Elton, Jailson e um outro amigo estiveram no bar Lagoa Azul, onde os confrontos terão tido início já na madrugada de dia 21 de dezembro. Segundo comunicado do bar Lagoa Azul “no interior do bar e nas áreas de acesso não aconteceu qualquer tipo de envolvimento físico entre os dois intervenientes, como está confirmado pelas imagens de vídeo vigilância do bar e que foram solicitadas e já entregues pelas autoridades.”

De acordo com o relato dos amigos de Giovani ao portal de informação Contacto, não terão havido confrontos físicos ainda dentro do bar, e os jovens terão sido aconselhados a esperar no interior do estabelecimento para acalmar a situação. Porém, este tempo de espera teve o efeito contrário, e quando iam a caminho de casa foram confrontados com um grupo de 15 rapazes armados com cintos, ferros e paus. Num confronto violento, as agressões abateram-se sobre o grupo de cabo-verdianos. Terá sido neste momento que Giovani foi atingido com uma paulada na cabeça, sendo depois encontrado inconsciente numa das avenidas de Bragança, com um hematoma na cabeça, dando indícios de um possível traumatismo cranioencefálico.

Luis Giovani Rodrigues dá entrada no Hospital de Bragança na madrugada de dia 21 de dezembro, sendo transferido para o Hospital de Santo António no Porto após alguns exames. Acabaria por falecer dia 31 de dezembro na sequência da brutal agressão sofrida.

Por agora a investigação está a decorrer em Bragança, porém, segundo informações transmitidas pelo comando de Polícia de Segurança Pública de Bragança ao embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro, o processo já foi encaminhado à Polícia Judiciária portuguesa para o “competente tratamento” e ainda foi ordenada a realização da autópsia para se conhecer “com precisão” a causa da morte.mas deverá passar para a alçada da Polícia Judiciária.

As reações de pesar e indignação têm-se feito sentir de vários setores, o que levou a Associação de Estudantes Africanos em Bragança “a apelar a toda a comunidade que mantenham a calma, a serenidade, não instigando o espírito de ódio, revolta, ou xenofobia.”

(Escrito por MFS)

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