Europeias 2024: já conheces a lista completa do Bloco?

A lista do Bloco de Esquerda às Eleições Europeias de 9 de junho foi entregue na passada segunda-feira no Tribunal Constitucional pelos candidatos. Fica a conhecer a lista e os candidatos do interior.
Parlamento Europeu
Parlamento Europeu. Foto de Dmitry_Rukhlenko (EnvatoElements)

O interior está representado na lista de candidatura do Bloco de Esquerda por André Barata (Covilhã) e Inês Antunes (Castelo Branco), Mário Gonçalves (Vila Real) e Suzana Semião Ruano (Bragança).

A lista do Bloco, liderada por Catarina Martins, atriz de 50 anos, prometeu ir à luta para disputar “o melhor resultado possível”.

“Tudo o que está a ser decidido agora tem uma influência enorme no rendimento das pessoas, no direito à habitação, no que se fará no clima, da paz ou não que teremos na Europa, da saúde, da educação”, sublinhou Catarina Martins no passado dia 29 de abril após a entrega da lista no Tribunal Constitucional.

“As europeias são mesmo sobre a nossa vida e este é o grande desafio que temos agora”, insistiu a cabeça de lista.

André Barata, de 51 anos, filósofo e professor universitário na Covilhã, é candidato independente que ocupa o 12.º lugar da lista.

Segue-se Mário Gonçalves, de 52 anos, psicólogo clínico e diretor técnico do Centro de Apoio à Vida Independente do Norte, em 16.º lugar, e Suzana Semião Ruano, de 42, técnica superior, língua e cultura mirandesa, candidata independente em 17.º lugar.

Na lista dos suplentes, encontra-se Inês Antunes, de 25 anos, operadora call center em Castelo Branco, em quarto lugar.

Integram ainda a lista Santiago Mbanda Lima, ativista LGBTQIA+ natural de Viseu, e Marcos Faria Ferreira, professor universitário que estudou e viveu na Guarda.

Lista do Bloco de Esquerda às eleições de 9 de junho para o Parlamento Europeu:

1- Catarina Martins – 50 anos, atriz.

2 – José Gusmão – 47 anos, economista e eurodeputado (Faro)

3 – Anabela Rodrigues – 47 anos, mediadora cultural (Lisboa)

4 – Alexandre Abreu – 45 anos, economista e professor universitário (Lisboa)

5 – Paula Cosme Pinto, 39 anos, consultora de comunicação, ativista feminista (Lisboa) -independente

6 – Luís Fazendeiro – 47 anos, investigador em sistemas sustentáveis (Setúbal)

7 – Aurora Ribeiro – 39 anos, investigadora (Ilha do Faial, Açores)

8 – Marcos Farias Ferreira – 53 anos, professor universitário (Lisboa)
Natural da Nazaré, fez a escolaridade obrigatória na cidade da Guarda onde frequentou a Escola Básica de Augusto Gil, a Escola Preparatória da Guarda e a Escola Secundária de Afonso de Albuquerque. Licenciou-se em Relações Internacionais, na especialidade de relações políticas e diplomáticas, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Realizou, na mesma instituição, o Mestrado em Estudos Europeus e o Doutoramento em Ciências Sociais, especialização em Relações Internacionais. Completou um segundo Mestrado em Política Internacional na Universidade do País de Gales, Aberystwyth. É docente no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, onde leciona matérias dos vários ciclos de estudo universitário, nas áreas da política europeia e internacional, teoria política internacional e política externa portuguesa. Foi professor convidado na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, na Universidade ORT Uruguay e na Universidade de Guadalajara, México. Tem trabalhado, desde 2006, em diferentes projetos de voluntariado nas áreas da educação para o desenvolvimento (Guatemala, Nicarágua, Equador e Peru), segurança hídrica (Ilhas Fiji), proteção da infância (Ruanda) e comunicação para o desenvolvimento (Togo). É comentador regular de assuntos internacionais, desde 2002, em meios de comunicação como a SIC Notícias, RTP, TSF, Rádio Observador e France 24 en español.

9 – Mónica Pestana – 35 anos, produtora audiovisual (Madeira)

10 – Santiago Mbanda Lima – 34 anos, diretor financeiro (Entroncamento)
Santiago Mbanda Lima nasceu na cidade de Viseu, em 1989. Atualmente vive no Entroncamento. Orgulha-se da sua herança angolana, tendo desde sempre participado na luta pela diversidade e contra o racismo e em coletivos africanos e afroportugueses. Nasceu com características sexuais distintas e, em 2015, assumiu-se enquanto homem intersexo numa audição na Assembleia da República, desencadeando o processo que levou o parlamento a legislar sobre o direito à proteção das características sexuais. Foi co-fundador e dirigente da Ação Pela Identidade, primeira associação interseccional e intersexo em Portugal, e colabora com a Associação Anémona, além de ser associado do SOS Racismo. Participou como especialista e/ou orador em vários projetos e conferências europeias sobre direitos humanos, com destaque para o European Anti-Racism Summit, organizado pela Comissão Europeia com o apoio do Intergrupo ARDI do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância do Conselho da Europa (ECRI/CoE), entre outros. Desde cedo que se interessou pelas Artes, tendo mantido um blogue literário desde os 16 anos e escrito um primeiro romance, nunca publicado. Enquanto performer e bailarino, já atuou na Feira de São Mateus, nos Jardins Efémeros ou no Festival de Teatro de Viseu. Atualmente estuda ciências sociais, com especial interesse pela antropologia, e tem um curso em gestão.

11 – Teresa Coutinho, 35 anos, encenadora e atriz (Lisboa) – independente

12 – André Barata, 51 anos, professor universitário e filósofo (Covilhã) – independente
Pai de três filhos, algarvio de nascimento, formou-se na Universidade de Lisboa, onde concluiu um doutoramento em Filosofia Contemporânea. Professor catedrático da Universidade da Beira Interior, preside atualmente à Faculdade de Artes e Letras. Filósofo, os seus interesses académicos circulam pelo pensamento social e existencial, sendo autor de livros como “E se parássemos de sobreviver – Pequeno livro para pensar e agir contra a ditadura do tempo” (2018); “O Desligamento do mundo e a questão do humano” (2020) e “Para viver em qualquer mundo – Nós, os lugares e as coisas” (2022). Co-organizou também algumas obras, entre elas «Representações da Portugalidade» (2011), ou «Estado Social: De Todos para Todos» (2014). Esteve ligado civicamente a vários movimentos, causas e partidos, como o Congresso Democrático das Alternativas, a despenalização da morte medicamente assistida e a criação do Livre. Assina regularmente uma coluna política no Jornal Económico e outra, cultural, no Público.

13 – Patrícia Rico, 33 anos, médica (Évora) – independente

14 – José Abrantes 43 anos, trabalhador de call center e membro da direção do SINTTAV- Lisboa (teleperformance)

15 – Sheila Khan, 51 anos, professora universitária (Braga) – independente

16 – Mário Gonçalves, 52 anos, psicólogo clínico e diretor técnico do Centro de Apoio à Vida Independente do Norte (Vila Real)
Mário Gonçalves é licenciado em Psicologia e mestre em Psicologia Clínica pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Realizou a dissertação de mestrado com o interesse particular na área da família e fratria. A convite do Município de Vila Real esteve envolvido no Programa Erasmus+Role Models, idealizado pela Agência Nacional Erasmus+, o qual teve como principal objetivo reforçar uma cidadania ativa e o compromisso com os valores europeus da tolerância e não-discriminação, através da educação e formação. Foi também professor assistente convidado no Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, nas áreas da Educação para a Saúde e da Educação Inclusiva. É coordenador da Associação CVI – Centro de Vida Independente – delegação distrital de Vila Real e Vice-presidente da Direção Nacional desde 2020, co-organizou a primeira marcha pela vida independente realizada em Portugal. Desenvolve e dinamiza projetos como ativista na defesa dos direitos das pessoas com deficiência e na defesa da Vida Independente, englobando matérias como o emprego, a educação, a cultura ou a participação cívica e política. Atualmente é diretor técnico do Centro de Apoio à Vida Independente afeto à Associação CVI, zona Norte.

17 – Suzana Semião Ruano, 42, técnica superior, língua e cultura mirandesa (Miranda do Douro) – independente
Suzana Semião Ruano, é licenciada em Ciências do Ambiente na Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, contudo desenvolveu o gosto pelas artes desde muito cedo, mantendo sempre que possível as duas áreas de uma forma profissional e ativa. No que toca à àrea ambiental, para além do percurso de ativista ambiental desde o período universitário em grupos como o NEPA – Núcleo de Estudo e Proteção do Ambiente da UTAD, teve a oportunidade de poder trabalhar com grandes empresas na área do ambiente como técnico de campo e na área da construção com funções de técnico de ambiente. O facto de crescer em Duas Igrejas, Miranda do Douro, a língua e a cultura mirandesa sempre fizeram parte da sua educação seguindo sempre, e paralelamente a outras actividades profissionais, um caminho de activismo no que toca à promoção, valorização e promoção da cultura tradicional mirandesa, fazendo parte ativa de Associações como a Lérias Associação Cultural onde pôde desenvolver trabalhos na àrea produção cultural, formação em danças mistas e instrumentos tradicionais, teatro e música. Em 2020 integra o Movimento Cultural da Terra de Miranda como representante da Lérias Associação cultural mas também com convicções pessoais e com o objectivo de denunciar e parar o negócio da venda ilegal das três barragens do Douro Internacional pela EDP à ENGIE. Durante este processo fez parte do grupo de trabalho ativo, participando na reunião com várias figuras políticas a nível nacional e europeu. Atualmente para além de desenvolver funções como técnica superior a tempo parcial na ALCM – Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa é também contratada como prestadora de serviços para o Município de Miranda do Douro no âmbito do projeto escolar a nível nacional “Artista Residente” e dá formação de Iniciação à Gaita de fole e Expressão Musical para crianças na Escola de Música Tradicional e Artes da Lérias. 

18 – Rafael Tormenta, 66 anos, professor (Porto) – independente

19 – Ana Durães, 22 anos, trabalhadora-estudante, ativista social (Lisboa)

20 – Fátima Teixeira, 59 anos, geóloga, ativista climática (Unidos pelo Sudoeste – Odemira)

21 – José Manuel Pureza, 65 anos, professor catedrático de Relações Internacionais (Coimbra)

 

Suplentes:

1 – Jorge Paiva, 39 anos, educador social (Porto)

2 – Norberta Grilo, 52 anos, inspetora do trabalho (Braga)

3- Gonçalo Filipe, 27 anos, consultor informático (Lisboa)

4 – Inês Antunes, 25 anos, operadora call center (Castelo Branco)

“Inês Antunes, 25 anos, operadora de call center. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior em 2019, com um curso de especialização em Design Gráfico pela FLAG em 2021. Trabalha na linha de atendimento da Segurança Social desde julho de 2021 e colabora na Rádio Castelo Branco desde setembro de 2022. Filha de pais oriundos do concelho de Oleiros, é natural da cidade de Castelo Branco, onde actualmente reside. Trabalhou em Lisboa entre os anos 2019 e 2021, onde exerceu diversas funções, passando pela área administrativa, de marketing e relações públicas, numa empresa do setor florestal. Aquando da licenciatura, na Covilhã, participou no movimento académico de proteção ambiental e em ações de ativismo pelos direitos dos animais; mais tarde, já em Lisboa, começou também a acompanhar, vários movimentos sociais e de defesa dos direitos humanos. No call center onde trabalha, tem participado ativamente na luta por melhores condições laborais. Aderente do Bloco de Esquerda (BE) desde junho de 2021, integrou as listas de candidatos à Assembleia Municipal e à Assembleia de Freguesia de Castelo Branco, nas Eleições Autárquicas desse ano. Foi cabeça de lista pelo distrito de Castelo Branco nas Eleições Legislativas de 2024 e faz parte da Coordenadora Nacional de Jovens eleita para o mandato de 2023-2025.”

5 – Paulo Sousa, 47 anos, Funcionário da Autoridade Tributária (Lisboa)

6 – Joana Ideias, 36 anos, professora (Setúbal)

7- José Raposo, 62 anos vigilante (Lisboa)

8 – Frederico Portugal, 24 anos, operador de loja (Leiria)

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