Foto por Interior do Avesso

O evento, que aconteceu no dia 20 de Fevereiro, destinou-se a administradores, diretores, estudantes e jornalistas dos media regionais e realizou-se na Universidade da Beira Interior, na Covilhã. 

Dos incentivos do Estado, geridos pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regionais, às fontes alternativas, como as bolsas ou o financiamento público (crownfunding), o Re/media.Lab, organizador do Fórum, apresentou um programa de reflexão diversificado.

A abordagem na iniciativa teve o formato de mesas redondas. Foi de participação livre e gratuita. Entre os presentes estavam o Sul Informação, o Fumaça, docentes da UBI e da FCSH, estudantes, alguns diretores de rádios e jornais locais, tal como dirigentes de associações do setor. 

Deu início o João Correia, docente de Comunicação na UBI, que falou da problemática no financiamento dos media numa perspectiva de jornalista.

 A primeira mesa redonda juntou a Alexandra Rodrigues – Diretora dos serviços de desenvolvimento regional da CCDR-C -, o João Palmeiro – Presidente da Associação Portuguesa de Imprensa – e Luís Mendonça – Vice Presidente da Associação Portuguesa de Radiodifusão. Esta mesa teceu duras críticas aos órgãos de imprensa que não se encontram inscritos na Entidade Reguladora da Comunicação, justificando que assim não podem ser escrutinados e não têm a obrigação de cumprir os mesmos requisitos que outros media. Aproveitando a presença de representantes da CCDR-C, as associações criticaram também o facto dos subsídios demorarem demasiado tempo a chegar, mesmo já tendo sido aprovados, o que causa bastantes transtornos. Finalmente, nesta mesa, chegou-se à conclusão de que falta imensa formação de profissionais de comunicação social, nomeadamente na região Centro. 

João Leitão, docente do Departamento de Gestão e Economia da FCSH-UBI, explicou vários modelos e processos de negócio de empresas e serviços, tal como as suas implicações para os media regionais. Afirmou que “existe censura em Portugal, mesmo sendo de outro tipo, quando os media locais são dependentes de autarquias ou outros poderes locais”. 

António Figueiredo, diretor do Jornal do Centro, sediado em Viseu, aproveitou para pedir a palavra e expressar a sua opinião sobre o assunto referindo “que muitos jornais não tinham a coragem de fazer estas capas”, apontando para uma capa do Jornal do Centro onde se podia ler a palavra “VERGONHA”, no âmbito da problemática relacionada com o Centro Oncológico da região de Viseu.

O Fórum concluiu com a segunda e última mesa redonda que contou com a presença da Elisabete Rodrigues – diretora do Sul Informação -, Mo Tafech – responsável pela angariação de fundos e marketing do Fumaça- e Giovanni Ramos – investigador do Re/media.Lab. 

O Sul Informação, que é o jornal online com mais visualizações da região do Algarve e foi criado em 2011, explicou um pouco da sua história e das formas de financiamento que têm ao seu alcance. Mo Tafech, do Fumaça, informou que as fontes de financiamento que utilizam são mais alternativas fugindo assim um pouco às tradicionais. O crownfunding, t-shirts e sobretudo “uma comunicação financeira bastante honesta e transparente com os nossos parceiros, informando-os com periodicidade da situação financeira do Fumaça”.

 

(Escrito por DG)

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