No périplo pelo distrito de Castelo Branco, Marisa Matias teve a oportunidade de falar com os afetados pelo ruído da Central de Biomassa do Fundão. A candidata também participou na colocação de uma faixa com o mote “Central de Biomassa incompatível com a população”.

António Fiúza, da Comissão Coordenadora Distrital de Castelo Branco do Bloco de Esquerda, afirma que a questão da Central de Biomassa os preocupa desde a primeira Assembleia Municipal em que estiveram presentes. “Foi levada à Assembleia Municipal uma autorização que permitisse isentar de impostos uma central de Biomassa que é um projeto de interesse nacional” e “nós questionamos o porquê de não haver um estudo de impacto ambiental”. Afirma que neste processo os moradores não foram consultados e que esta central causa constrangimentos aos moradores como o ruído e a poeira.

O dirigente distrital refere também como problemático o abate de árvores. Afirma ainda que “o concelho do Fundão é altamente atingido pelos incêndios florestais e o que nós vemos são camiões a deslocar-se com essas árvores cortadas para a central de Biomassa o que é um pouco esquisito as coisas acontecerem em simultâneo.”

A moradora Salete Amaral afirma que não parecem estar muito interessados em pagar uma indemnização para se irem embora e que não pode abandonar a sua casa que muito lhe custou a construir. A moradora congratula-se com o apoio de Marisa Matias e do Bloco de Esquerda, mas sente-se desanimada com esta situação, defendo que a melhor solução era “irem-se embora”, referindo-se à Central de Biomassa.

Já Fernanda Andrade, também moradora, considera que “a única maneira de resolver a situação é através da deslocalização da central”, defendendo que mesmo assim haveria soluções menos más que passariam por “retirar os destroçadores e deixarem de moer ali as árvores” e também isolar a Central.

Considera ainda que as medidas que têm sido tomadas para mitigar estes problemas não são sentidas por parte dos moradores e sentem-se enganados. Para Fernanda Andrade, “a Central cada vez mais emite mais ruídos e poeiras, está cada vez mais cheio o parque, todos os dias se vêem mais camiões a entrar. Várias pessoas adoeceram desde que a Central começou a trabalhar”, desde problemas cardíacos e respiratórios.

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