Foto por Ana Mendes

Na entrega das mais de 12 mil assinaturas no Tribunal Constitucional, Marisa Matias destacou “o empenho muito particular da parte dos jovens que se organizaram para recolher assinaturas” em tempo de pandemia. Por Esquerda.net

“Obviamente que recolher assinaturas em tempos de pandemia exige um esforço muito maior, mas felizmente houve muita gente dedicada a este trabalho”, disse a candidata, agradecendo sobretudo “um empenho muito particular da parte dos jovens que se organizaram para recolher assinaturas”.

Formalizada a candidatura, Marisa afirma que esta é “uma candidatura de resposta à crise num momento crítico para o país”. “Uma proposta de futuro e de peceber que a Presidência da República é o lugar onde se definem estas lutas e estas causas”, dos serviços públicos ao Serviço Nacional de Saúde, do combate à precariedade e às alterações climáticas.

“É tudo isso que a minha candidatura representa e que procuraremos ao longo desta campanha reforçar porque sabemos que não é indiferente para o país o peso que poderá ter esta proposta”, explica.

São necessárias “candidaturas que representem projetos alternativos para o país. E esta é a candidatura que permite às pessoas sonhar com o futuro, com trabalho e proteção. Este é o combate político que pretendemos fazer”.

“O papel de uma Presidente é garantir que se cumpre e protege a Constituição”, o que não foi feito no caso dos Açores .“Não foram estudadas quaisquer alternativas” ao governo suportado pelo apoio da extrema-direita e por isso, diz Marisa, “parece-me um pouco precipitado dizer que é isto ou nada. Há muitas alternativas disponíveis”.

Mas sobretudo, é importante perceber que “temos um partido que viola a Constituição e esse partido deve estar sujeito aos mesmos critérios de exigência de todos os outros. Não permitiríamos a mais nenhum líder partidário comentários racistas ou xenófobos. Porque razão permitimos a um?”, questionou.

“É uma obrigação da Presidente ou do Presidente da República garantir que protege o que está na Constituição”. E dá o exemplo da chanceler alemã Angela Merkel, que “colocou um cordão sanitário que tem impedido a formação de qualquer governo que dependa da extrema-direita na Alemanha. Quando é para sinais de valorização democrática, todos os exemplos são positivos”, explica.

“O Presidente tem a obrigação política de defender a Constituição da República. E dar às pessoas um futuro, uma promessa de poder viver em melhores condições. Enquanto estiver neste combate, será um combate para garantir que temos condições para responder às pessoas e proteger o país, impedindo condições para o crescimento da extrema-direita”, concluiu Marisa.

 

Publicado em Esquerda.net a 18 de dezembro de 2020

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