Foto por Montalegre Com Vida | Facebook

O acordo assinado em janeiro, que expira agora, permitia à Galp ficar com uma participação de 10% na subsidiária portuguesa da Savannah, em troca de 50% do concentrado de espodumena que vai ser extraído em Boticas. Por Esquerda.net

Segundo o jornal Público, o acordo entre a Savannah e a Galp na Mina do Barroso anunciado a 12 de janeiro fica sem efeito. Em comunicado, a empresa britânica, que detém a concessão de exploração de lítio em Boticas, afirma que o memorando de entendimento “expirou” e que “as discussões em relação ao investimento estratégico e (acordos de fornecimento) offtake continuarão com a Galp fora dos termos de exclusividade”.

No acordo assinado em janeiro, a Galp anunciou que iria pagar 6,4 milhões de dólares (5,2 milhões de euros) para ficar com a participação de 10% na subsidiária portuguesa da Savannah. Por sua vez, a Savannah ficava responsável por fornecer 50% do concentrado de espodumena que se pretende produzir em Boticas, na Mina do Barroso.

O concentrado de espodumena é a matéria-prima que vai ser extraída dos minerais da Mina do Barroso. Depois vai atravessar um processo químico de refinação para produzir carbonato ou hidróxido de lítio e assim terminar na produção de baterias.

Questionada pelo Público, a Galp refere que continua “fortemente empenhada em garantir a possibilidade de implementação de uma cadeia de valor das baterias em Portugal e na Península Ibérica”.

O projeto da Mina do Barroso está neste momento em fase de consulta pública, já que o prazo foi prorrogado por mais 30 dias, tal como foi solicitado por autarcas e população. A fase de consulta pública termina no dia 16 de julho.

 

Publicado por Esquerda.net a 2 de junho de 2021

 

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