Foto adaptada de Manuelvbotelho, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons

Eduardo Lourenço é filho das Beiras, nasceu em São Pedro de Rio Seco em 1923, uma freguesia de Almeida, no distrito da Guarda. O ensaísta e filósofo, conselheiro de Estado, morreu nesta terça-feira aos 97 anos.

Eduardo Lourenço morreu nesta terça-feira, dia 1 de dezembro, em Lisboa, confirmou à agência Lusa fonte da Presidência da República. Durante a sua vida foi professor, filósofo, escritor, crítico literário, ensaísta, interventor cívico, várias vezes premiado e distinguido, mas sobretudo um dos pensadores mais proeminentes e reconhecidos da cultura portuguesa.

Estudou na Universidade de Coimbra e fez grande parte da carreira no estrangeiro, embora com Portugal sempre próximo no pensamento. O regresso ao país de origem confirmou-o como uma significativa voz sobre a nossa realidade. Deixa uma obra extensa, com dezenas de volumes publicados, centenas de ensaios e milhares de opiniões. E se era pela palavra que expressava o seu pensamento, é também através da palavra que foi homenageado na biblioteca da Guarda com o seu nome.

«De todas as palavras que eu disse, nenhuma me surpreendeu tanto. O excesso de espanto tornou-a opaca. Muitos pensaram que eu tinha escolhido as parábolas para me conformar com as vestes do tempo. Escolhi-as para ir sem sombra à praia desnuda da verdade que é filha do tempo mas não tem tempo. Cada verdade é um estilhaçar da eternidade do tempo.»

In Público, 20/3/2000, cit. por Maria Manuela Cruzeiro/Maria Manuela Baptista Tempos de Eduardo Lourenço – Fotobiografia, 2003 Porto, Campo das Letras, pág. 131

 

Página oficial de Eduardo Lourenço

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