Foto por Hugo Cadavez | Flickr

Aquando da apresentação de novos equipamentos e salas de exame, o diretor de imagiologia do Hospital de Viseu disse que foram detetados tumores em “estado tão avançado que já não se viam há mais de 20 anos”. 

Segundo artigo do Jornal do Centro (JC), os profissionais do CHTV detetaram tumores em estado muito avançado, informação avançada pelo diretor do serviço de imagiologia, Duarte Silva, no dia em que foram apresentados, fruto de um investimento de 500 mil euros, novos equipamentos e salas de exame.

“Estamos agora a ver neoplasias, ou seja, tumores que chegam em estado tão avançado que já não se viam há mais de 20 anos, porque as pessoas atrasaram-se nas idas aos hospitais e aos médicos. Também não havia consultas presenciais, só as havia por telefone. As pessoas tinham medo de virem aqui a fazer o exame. Tenho uma pasta cheia de requisições de doentes que tinham marcado mas que não vieram”, revelou Duarte Silva ao JC.

O diretor da imagiologia, explicou que nos casos em que os tumores foram detetados mais tarde, os tratamentos não serão tão eficazes. “Alguns atrasos podem ser até, seguramente, fatais”, admitiu. Ainda assim, salvaguardou que após o período mais crítico da pandemia, os doentes com cancro já estão a regressar ao hospital “com mais confiança”.

“Às vezes, basta um mês para estragar o trabalho feito durante anos. A pandemia e o Natal fizeram com que a esperança média de vida baixasse e bastou uma semana. Com a pandemia e com este atraso nos diagnósticos e nas situações tumorais, há muito mais gente a morrer não por Covid, mas por estes atrasos porque as pessoas têm medo de ir ao hospital”, explicou.

Novos equipamentos e salas para exames

Foram apresentadas duas novas salas no serviço de imagiologia, uma para exames raio-x e outra para exames de contraste. Com este aumento da capacidade, Duarte Silva referiu ao JC que os novos equipamentos vão permitir fazer “todo o tipo de exames gerais, desde o raio-X do tórax até ao raio-x da coluna, dos pés, das mãos e do crânio, ou seja, todo o tipo de exames provenientes do serviço de urgência e da radiologia convencional”.

“Este era um anseio de vários anos do nosso serviço, mas que se tornou particularmente necessário por causa da pandemia. O objetivo é que os doentes da urgência façam os exames aqui e não tenham de aceder à sala de espera da radiologia, onde se conseguem controlar os doentes devidamente programados”, explicou o diretor do serviço.

“Estamos a falar em investimentos na ordem dos 500 mil euros, sendo que o investimento mais caro é o equipamento que já é muito moderno, muito mais versátil e, por exemplo, permite fazer os exames na própria maca, sem termos de mudar os doentes”, detalhou ao JC.

 

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