Em declarações antes de uma reunião com o Centro de Vida Independente de Vila Real, Marisa Matias mostrou-se preocupada com o futuro das pessoas que têm estado em projetos piloto de apoio pessoal, com assistentes pessoais, uma vez que não há respostas concretas para estes projetos e para o seu alargamento.

Para a candidata presidencial, “não podemos de maneira nenhuma deixar estas pessoas dependentes de medidas [pontuais] que já vêm atrasadas no direito internacional e nas convenções internacionais assinadas por Portugal, mas também na legislação nacional”.

Sobre o futuro das pessoas em projetos piloto que permitem o acompanhamento de assistentes pessoais, não há uma “resposta concreta” e explica que estão “a decorrer projetos piloto que têm garantido apoio a pessoas com deficiência, nomeadamente através do apoio pessoal de assistentes pessoais, e não sabemos o que vai acontecer a 870 pessoas que estão nesses projetos piloto” e questiona “quando eles acabarem, o que acontece no dia a seguir?”.

Para a também eurodeputada, “é necessário garantir a continuidade e alargar ao maior número de pessoas” isto “porque se a desigualdade já existe em circunstâncias normais, ela é particularmente agravada em situações de pandemia”.

Sobre a visita que se seguia em Vila Real disse que “estes centros têm sido fundamentais nas melhorias da lei”, apesar de “estarmos muito longe da lei e uma prática que responda às necessidades concretas das pessoas com deficiência”.

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