Foto por João Duarte

A Fundação Côa Parque, sediada em Vila Nova de Foz Côa, prepara-se para elaborar um Plano de Ordenamento do Parque Arqueológico do Vale do Côa, que contará também com o alargamento do Parque, passando a incluir o concelho de Torre de Moncorvo.

Bruno Navarro, Presidente da Fundação, em declarações ao Jornal Nordeste indica que a ideia é criar “um instrumento de gestão a que o parque está obrigado pela UNESCO desde 1996 e que até agora não foi realizado”, criando uma zona de proteção de toda a área circundante do parque. Admite ainda que o Plano de Ordenamento deverá estar pronto numa primeira fase até ao final do ano corrente.Com este Plano de Ordenamento, a Fundação quer passar a ter uma voz mais ativa nas decisões, pois “neste momento, um projeto agrícola é submetido numa câmara municipal e depois quem tem de tomar uma decisão sobre a área protegida é a Direção Geral do Património. Esta, por cortesia, ouve a Fundação, sem que essa audição tenha qualquer efeito vinculativo”

Com as alterações climáticas na ordem do dia, o ordenamento será também essencial para assegurar a gestão do património, prevenindo os incêndios, cheios, erosão e os atos de vandalismo. Aos concelhos de Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel e Meda, do distrito da Guarda junta-se agora também Torre de Moncorvo do distrito de Bragança como parte integrante do Parque Arqueológico do Vale do Côa.

O Presidente da Associação Côa Parque indica ainda que “do outro lado do rio Douro também há gravuras”, pois foi encontrada arte móvel aquando das pesquisas arqueológicas para a construção da barragem do Baixo Sabor, justificando assim a integração de Torre de Moncorvo.

Escrito por JL

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