Com um tecido empresarial principalmente constituído por pequenas e médias empresas, algumas delas familiares, muito prejudicadas pela crise sanitária e numa situação que vai piorando de dia para dia, Bragança sofre as consequências de 2020. O Bloco de Esquerda do distrito de Bragança faz a análise do ano.

Segundo comunicado da Comissão Coordenadora Distrital, “o ano de 2020 tem sido, sem dúvida alguma, um dos mais difíceis e infelizes da nossa vida coletiva, se não o pior!”. Para este cenário, contribui a crise pandémica, ainda longe de ser ultrapassada, e à qual se juntam uma crise social e uma nova recessão económica.

“Como habitual”, lembra o Bloco de Esquerda, “os mais desprotegidos são os que mais sofrem com estas adversidades e é, por isso que sobre eles recai, particularmente, a nossa atenção, sem nunca esquecer, nem deixar ninguém para trás.”

Na análise feita, o distrito de Bragança foi particularmente afetado, pelas características do seu tecido empresarial, principalmente constituído por pequenas e médias empresas, algumas delas familiares. Estas empresas têm sido enormemente prejudicadas pelas restrições sanitárias, pela recessão e pelo flagelo do desemprego, problemas que se têm vindo a agravar.

Perante este cenário, os abusos laborais tendem a intensificar-se O Bloco de Esquerda considera que lhe cabe, assim, estar atento, “para não permitir que estes se sucedam e sejam impunes”. É nesse sentido que foi criada a plataforma despedimentos.pt, onde “chegaram centenas e centenas de denúncias, algumas delas do distrito de Bragança”, e às quais a Distrital do Bloco de Bragança deu eco numa reunião com a ACT em junho.

O Bloco sublinha ainda que “não esqueceu os que mais sofrem com a situação pandémica, mas também não deixou nenhuma outra luta para trás”. Continuando “a reforçar a necessidade de mais e melhores transportes e respetivas infraestruturas no distrito, exigindo a aposta séria na ferrovia, a qual acreditamos ser a prioridade estrutural, não esquecendo também as ligações rodoviárias que devem ser melhoradas e construídas, essencialmente nos locais que não possam ser ligados pela urgente rede ferroviária.”

Também a “debilidade e irregularidade da rede de “transportes públicos” rodoviários, cujo monopólio e interesses financeiros, alheios às nossas gentes, em muito contribuiu para o despovoamento e desigualdade do distrito” foi denunciada pelo partido em 2020.

“Na mesma linha, defendemos também a melhoria de cobertura nas redes móveis e de Internet – num ano em que o teletrabalho se tornou corrente, os problemas relacionados com a falta de rede móvel e Internet foram ainda mais notórios e castradores. É, igualmente, essencial estarmos atentos, e assim o temos feito, aos atentados ambientais que, infelizmente, continuam a ocorrer nas nossas linhas de água, particularmente, no rio Tua e Douro, os quais continuaremos a denunciar”, lembra também o Bloco de Bragança.

Para 2021, espera-se um ano com maiores problemas sociais, “aos quais é necessário dar uma resposta efetiva, para que estas desigualdades não se continuem a acentuar e perpetuar ciclicamente”. Mas este será também um “ano de escolhas, desde logo com as eleições presidenciais, de 24 de janeiro, em que acreditamos ser essencial uma votação expressiva na Marisa Matias, porque é a candidata que representa a força maior da esquerda de confiança que está sempre ao lado das populações e que não se verga nunca na defesa das pessoas, não deixando nenhuma luta, nem ninguém para trás.”

O próximo ano será também ano de autárquicas, segundo o Bloco de Esquerda, eleições “essenciais para a política de proximidade que caracteriza o Bloco de Esquerda, e onde esperamos firmar a nossa força na defesa das nossas gentes e destas terras de Trás-os-Montes.”

A Comissão Coordenadora Distrital de Bragança do Bloco de Esquerda termina o comunicado desejando “a todos umas Boas Festas, cumprindo, obviamente, todas as medidas de segurança, e um ótimo e salutar ano de 2021, com um especial agradecimento a todos os que têm estado na linha da frente de combate às agruras desta pandemia.”

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