O Bloco de Esquerda de Viseu diz que a Política Agrícola Comum (PAC) em Portugal “tem promovido desigualdades e injustiças territoriais”. Na região de Viseu, Dão, Lafões, por exemplo, cerca de 40% das explorações agrícolas e 34% da Superfície Agrícola Útil (SAU) não beneficiam de quaisquer subsídios da PAC, dizem.

O comunicado vem no seguimento da visita do deputado Ricardo Vicente ao concelho de Viseu e à área florestal da Serra do Crasto, esta terça-feira, mas também da apresentação de uma moção na Assembleia Municipal de Viseu, esta segunda-feira.

No comunicado, o Bloco diz que, “no quadro que encerrou em 2020, as medidas florestais representaram apenas 6% da despesa pública da PAC”, acrescentando que “estudos recentes demonstram a grande importância da agricultura e da sua integração paisagística com a floresta na redução dos riscos de incêndio”.

Ricardo Vicente, deputado na Assembleia da República e membro da Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, afirma que “este quadro [da PAC] é especialmente importante para esta região porque é um quadro que tem 10 mil milhões de euros para aplicar ao território e de grande importância para o desenvolvimento rural e em especial para a agricultura e para a floresta.”

“Em 2017, a região de Viseu foi muito afetada pelos grandes incêndios, combinando além do mais uma paisagem dominada por Eucalipto e Pinheiro Bravo, com uma reduzida cobertura do território pelos subsídios da PAC e um grande abandono da atividade agrícola: duas principais razões para a ocorrência de incêndios de grande dimensão, intensidade e perigosidade” diz o Bloco de Esquerda no comunicado enviado hoje às redações.

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