Foto de Instituto Politécnico de Viseu | Facebook

Num espaço de uma semana desde o início da execução, os Politécnicos de Viseu e Leiria anunciam o desenvolvimento de dois protótipos de ventiladores, com vista a responder à falta de equipamentos em virtude da pandemia de covid-19. Os Politécnicos de Beja, Bragança, Cávado e Ave, Guarda, Lisboa, Tomar e Viana do Castelo, estão também disponíveis a colaborar com máquinas usadas nas aulas e em investigação para ajudar na produção dos ventiladores.

As instituições de Viseu e Leiria, com o apoio dos restantes Politécnicos e de empresas, criaram os protótipos de ventiladores. O objetivo é que estes sejam produzidos em série, após o licenciamento dos mesmos, segundo afirma o Presidente do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), João Monney Paiva à lusa.

Um dos protótipos tem por base a operação de um motor elétrico e o outro com base em ar comprimido pneumático.

Segundo o Presidente do IPV, a equipa foi acompanhada por médicos na elaboração, tendo por base o modelo de acesso livre disponibilizado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology). A criação dos dois protótipos terminou neste sábado, por volta das 23:00, existindo ainda a intenção de desenvolver um terceiro sistema.

“Pensámos no que seria possível fazer para ajudar as pessoas. Esperemos que nada disto seja necessário, mas, caso seja, que ajude a não passar por situações de falta de recursos e de se ter que escolher em que doente se aplicam”.

Pretendem ainda que exista por parte das empresas o interesse para iniciar o processo de licenciamento perante o Infarmed e que mostrem disponibilidade para a sua produção em série.

“Queremos sensibilizar o Infarmed para que possibilite uma análise mais expedita e, se virem que este equipamento é crítico, que façam uma avaliação mais rápida”, salientou o responsável.

Foi disponibilizado ainda um email (emergencyventilatorpt@gmail.com) para recolherem apoios na melhoria dos protótipos, no fornecimento de equipamentos ou em células de oxigénio.

João Monney Paiva  pretende ainda sensibilizar o Ministério da Ciência para poder “fazer contactos e estabelecer as cooperações possíveis para que isto avance”, visto que devido à pandemia da covid-19 pode haver problemas com a falta de componentes para a sua produção.

Escrito por JL

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