Os problemas que afetam a empresa de cogumelos “Sousacamp”, criada em Benlhevai, concelho de Vila Flor, em 1989, são conhecidos há algum tempo a esta parte. A empresa produz, comercializa e distribui cogumelos, tendo neste momento polos noutras cidades portuguesas e também em Espanha. De acordo com informações recentes, os centros de produção de Benlhevai e Paredes estão na iminência de dar início ao despedimento de vários trabalhadores.

O Grupo Sousacamp teve início em Belhevai, levando à captação de novos habitantes para a freguesia. Desde 1989 a população praticamene duplicou, provavelmente caso único no interior do país, devido à grande comunidade Romena que se instalou na região e trabalha na referida empresa.
O Bloco de Esquerda Vila Flor, nomeadamente na Assembleia Municipal de Vila Flor, demonstrou inúmeras vezes a sua preocupação com a situação da empresa, principalmente pelo facto de poder pôr em causa centenas de trabalhadores e trabalhadoras. A resposta a esta preocupação terá assegurado sempre que a situação dos trabalhadores não estava em causa e que os seus direitos estavam a ser acautelados.

Apesar de se poder ler na página da empresa que fazem “da interioridade uma das suas bandeiras” estas notícias levam o Bloco de Vila Flor a denunciar que “a acontecer, a situação é dramática para os trabalhadores e trabalhadoras que perdem o seu emprego, bem como para a freguesia de Benlhevai e para o próprio Concelho de Vila Flor, enormemente afetado pelo despovoamento, que se sente todos os dias nas ruas.”

Também o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB) tem estado a acompanhar este assunto. “Na verdade é tentarmos conseguir que estes agentes decisores no processo sejam nossos aliados na defesa daquilo que temos dito desde início que são duas coisas: primeira, que já percebemos que não conseguimos, que era a manutenção da fábrica em mãos nacionais e, segundo, a garantia de manutenção de todos os postos de trabalho actuais” afirmou José Eduardo Andrade, dirigente sindical do SINTAB, à Rádio Brigantia. Para este dirigente “Se há dinheiros públicos que estão a ser entregues a fundo perdido no processo, ou seja, como perdão de dívida, o mínimo que podemos garantir é que, pelo menos, os postos de trabalho estejam garantidos na sua totalidade”.

Escrito por MFS

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