Propostas para a valorização e promoção no mercado da produção agrícola, florestal e animal, de variedades locais, espécies e raças autóctones foram ontem chumbadas na Assembleia da República com os votos contra do PS e PSD. As propostas permitiriam travar o avanço da monocultura e da pecuária intensiva.

Duas propostas em concreto, propunham, por um lado, que o Governo tomasse medidas de apoio a uma formulação justa de preços, bem como à promoção, valorização e distinção no mercado da produção agrícola, florestal e animal, de variedades locais, espécies e raças autóctones. Por outro lado, que fossem realizados estudos de identificação e valorização de serviços de ecossistema, prestados por estes sistemas extensivos.

Ambas as propostas foram chumbadas com os votos contra do PS, PSD, CDS, IL e Chega e com a abstenção da deputada não inscrita Cristina Rodrigues.

O Projeto de Resolução apresentado pelo Bloco de Esquerda explica que “no olival, no amendoal, na vinha e em muitas outras atividades agroflorestais, está em marcha um processo de desregulado de intensificação da produção, que além de grandes impactos ambientais, gera enormes assimetrias socioeconómicas”. 

O partido defende assim que “os sistemas de produção agrícola, florestal e pecuária extensivos possuem elevados valores ambientais, paisagísticos, culturais, sociais e económicos. O olival tradicional, a título de exemplo, é um sistema multifuncional capaz de gerar benefícios que vão muito além da produção de azeite de qualidade”. 

O projeto contemplava ainda outros dois pontos que visavam a aplicação de dinheiros públicos nacionais e comunitários para a remuneração de serviços de ecossistema em território nacional de carácter progressivo em função do cumprimento de metas concretas e quantificáveis de serviços prestados e de criação de emprego. Também estes pontos não foram aprovados, contando com os votos contra de PS, PSD, PCP, CDS e Chega e com a abstenção do PEV e do IL.

 

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