Vários elementos da equipa de vigilantes do Hospital da Guarda testaram positivo para covid-19. Denúncia anónima diz que a única máscara que a empresa de segurança privada forneceu foi em abril.

Segundo a SIC, à data de 13 de dezembro, estavam pelo menos 6 seguranças do Hospital da Guarda infetados com covid-19. No momento, apenas tinham sido testados 8 dos 40 elementos da empresa que presta serviço na Unidade de Saúde Local da Guarda (ULSG).

De forma anónima, o porta-voz das queixas denunciou à SIC que os vigilantes trabalham com doentes e nas áreas covid-19 do hospital, sem que lhes seja fornecido equipamento de proteção adequado.

“É pedido aos seguranças que acompanham os doentes do internamento covid a fazer exames e também é pedido, ultimamente, quando um doente vai da urgência covid para o internamento, tem que ir também um segurança. Sem equipamento, pois a empresa de seguranças não fornece máscara, o hospital não fornece máscara. A única máscara fornecida pela empresa foi em abril. Ultimamente, porque alguns colegas reclamaram foi-lhes fornecido uma bata. Os vigilantes depois vão para casa com a farda de trabalho.” 

Apesar dos casos entre seguranças e das denúncias, o supervisor Bruno Robalo da empresa de segurança em causa desmentiu à SIC todas as acusações, garantindo que cumprem todas as obrigações.

 

Atualização

Recebemos comunicação da empresa COPS que nega os dados aqui reproduzidos, que têm a SIC como fonte, conforme devidamente identificado. Não reproduzimos a mensagem recebida na íntegra por considerarmos que a mesma expõe informações pessoais dos seus funcionários.

A mensagem desmente o número de vigilantes ativos, e de casos de covid-19 entre os mesmos, no Hospital da Guarda. “A empresa COPS tem no Hospital da Guarda, 47 vigilantes ativos. Desde o início da pandemia em Portugal tivemos até à data de hoje, apenas 3 casos de vigilantes infetados por SARS-CoV-2”.

Desmente também o testemunho dado à SIC de que não existem equipamentos de proteção individual (EPI). “Relativamente à questão da entrega de EPI´s no posto de trabalho, pelo que foi apurado não existe, nem nunca existiu qualquer atraso na entrega de mascaras ou EPIs.”

A COPS considera ainda “completamente falsa” a afirmação de que os vigilantes trabalham com doentes e nas áreas covid-19 do hospital, sem que lhes seja fornecido equipamento de proteção adequado.

 

 

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