Foto de IPCB-Instituto Politécnico de Castelo Branco | Facebook

Foi aprovada a 2 de dezembro de 2019 pelo Conselho Geral do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) a proposta de reestruturação desta instituição de ensino superior, apresentada pela direção do IPCB. Das seis Escolas passarão apenas a quatro, mas todo o processa deixa o Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC) muito apreensivo, já que as “alterações irão mobilizar pessoas e bens sem que seja conhecido o custo e os objetivos destas mudanças.”

De acordo com notícia avançada pelo jornal Público no final da semana passada três institutos politécnicos chegaram ao final do ano com uma situação financeira tão precária que não teriam verbas suficientes para pagar salários a professores e funcionários. A situação aconteceu nos politécnicos de Castelo Branco, Tomar e Santarém, que acabaram por receber um reforço orçamental de 2 milhões de euros na condição de procederem a uma reestruturação organizativa e financeira.

Na notícia ficamos a saber que o Governo terá exigido que as instituições apliquem medidas, com efeito já no ano letivo em curso, que reduzam as despesas e aumentem as despesas em contrapartida do reforço recebido.

Na sequência deste processo o Conselho Geral do IPCB decidiu várias medidas que vão no sentido desta reestruturação, tais como a redução de seis para quatro Escolas. Para o SPRC “a decisão leva à descaracterização de quatro das atuais escolas com especial ênfase para a Escola Superior de Educação e para a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, escolas fundadoras do IPCB com extraordinária importância na região e no país. Também a ESGIN (Escola Superior de Gestão da Idanha-a-Nova) desaparece, sendo criada uma nova escola que agregará as áreas científicas de Informática e de Gestão, estando previsto que os cursos atualmente a funcionar em Idanha-a-Nova aí permanecerão.”

Para o Sindicato é igualmente preocupante a forma autocrática como foi tomada a decisão, sem debate na comunidade académica, defendendo que “O envolvimento do corpo docente e em geral da comunidade escolar afigura-se essencial para uma decisão ponderada e participada.”

Em Novembro o deputado Luís Monteiro, do Bloco de Esquerda, já tinha endereçado uma questão ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, para garantir que as estruturas a funcionar em Idanha-a-Nova não seriam deslocalizadas para Castelo Branco. Na altura a informação de que haveria essa intenção chegaram ao grupo parlamentar do Bloco, mas para o deputado o “encerramento de um pólo dinamizador no distrito de Castelo Branco, descentralizador de uma oferta educativa”, seria uma grave perda para a região.

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