Esta sexta-feira há greve dos trabalhadores dos CTT, que defendem que o recebimento do subsídio de alimentação em cartão seja por opção dos trabalhadores e não uma imposição. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações prevê que a adesão à greve em Viseu se cifre nos 90%.

Em declarações ao Jornal do Centro, o dirigente sindical Rui Simões refere que “há trabalhadores que já têm o cartão, mas agora os CTT estão a impor a todos. Isto deve ser uma escolha livre, porque o subsídio de refeição faz parte do salário e estão a obrigar os trabalhadores a utilizar o cartão. Muitos estão descontentes e não aceitam esta situação, porque é contra a liberdade de escolha”.

Afirma também que esta situação levou a uma revolta por parte dos trabalhadores por não concordarem com a imposição e por isso estão hoje em greve, como forma de pressão para que esta questão seja solucionada.

Rui Simões refere também que espera que a adesão seja grande porque “os trabalhadores estão a insurgir muito. Fiquei com a perceção de que ia haver uma boa adesão à greve, de modo que infelizmente muita correspondência vai ficar por entregar, devido à falta de trabalhadores para fazer face ao trabalho que não parou durante a pandemia”.

Aponta mesmo para valores de adesão à greve a rondar os 90% nos trabalhadores dos CTT em Viseu.

Por outro lado, a administração dos CTT considera que os efeitos não serão sentidos, incentivando os clientes a irem aos postos onde não haverá greve.

O Bloco de Esquerda também já emitiu um comunicado através do seu núcleo nacional dos CTT de apoio a esta greve que elencaram todos os problemas que os CTT têm atravessado desde a sua privatização e consequente “delapidação de património e pessoal que pôs em causa o serviço às populações, fechou-se estações, abandonou-se as populações do interior”.

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