Eucalipto a inflamar. Incêndio de Oleiros. | Foto por Quercus - ANCN | Facebook

Devido às condições meteorológicas adversas previstas, que implicam um agravamento do risco de incêndio rural, Portugal continental está em situação de alerta desde as 00:00 de hoje até às 24:00 de amanhã. O incêndio de Oleiros, Sertã e Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, está dominado, embora tenha ainda algumas partes ativas.

Segundo o Público, o “incêndio de Oleiros”, que lavra desde sábado e causou a morte de um bombeiro e vários feridos, encontra-se dominado desde as 08:00 de hoje, embora tenha ainda algumas partes activas e continuem a decorrer trabalhos de consolidação. A área ardida ronda os 6 mil hectares.

Tanto em Oleiros como em todo o território continental do país, a situação ainda assim é de alerta, segundo notícia do JN. A medida foi decretada pelos ministros da Administração Interna e do Ambiente, atendendo a que se esperarem, hoje e amanhã, ventos fortes e temperaturas acima de 33º graus no interior, que podem exceder 39º no interior centro e do Alentejo. Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, anunciou ainda que todos os trabalhos rurais, até às 24:00, de amanhã estão proibidos.

Entretanto, o Presidente da República já admitiu que a pandemia afetou a prevenção dos incêndios, tornando as condições de combate “difíceis”, num verão que se está a revelar particularmente quente. “Quanto à prevenção, ela sofreu, de facto, com a pandemia. Os meses que eram cruciais da transição da primavera para o verão acabaram por não existir”.

Eduardo Cabrita, salientou também ontem que a prioridade agora é “o ordenamento florestal, uma responsabilidade de todos os portugueses, e tem a ver com uma dimensão de transformação da floresta que tem de ser prosseguida todos os dias e levará a anos de intervenção”. 

A necessidade de uma “nova floresta” não é novidade e tem sido insistentemente frisada, por exemplo, pelo Observatório Técnico Independente, criado após os incêndios de 2017. Uma transição florestal também tem sido defendida por ativistas ambientais e pelo Bloco de Esquerda.

 

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