Trabalhadores são avisados de que “ou ficam mais horas ou vão para o turno da noite definitivamente”

Junta-se às dispensas de trabalhadores precários, o uso de trabalhadores deslocados da Polónia e o assédio aos trabalhadores na Stellantis (ex-PSA).

Junta-se às dispensas de trabalhadores precários, o uso de trabalhadores deslocados da Polónia e o assédio aos trabalhadores na Stellantis (ex-PSA).

António Silva, da Comissão de Trabalhadores, explicou que sempre que pedem dados concretos, a empresa demora a responder. Mas tendo em conta as informações de que já dispõem, estão a ser afastadas várias dezenas de trabalhadores, entre 60 a 70 pessoas.

Sobre os colegas polacos que estão a ser chamados para ocupar postos de trabalho na fábrica, António Silva esclareceu que, ao contrário do que a empresa alega, não é um procedimento comum. O que acontecia é que, no momento de “lançamento de um veículo”, existia “solidariedade entre fábricas”, que se reforçavam entre si. O que está a acontecer neste momento é que os trabalhadores deslocados estão a ocupar lugares fixos nas linhas.

Para o porta-voz desta Comissão de Trabalhadores é um caso de desrespeito para os trabalhadores portugueses, mas também para os polacos, que certamente não querem estar deslocados.

O representante dos trabalhadores assinalou que, no setor da logística, falta uma média de sete trabalhadores no turno da noite.

“Os trabalhadores diurnos estão a ser abordados para ficar mais horas” e, quando recusam, são avisados de que “ou ficam ou vão para o turno da noite definitivamente”, denunciou.

Há, inclusive, trabalhadores com questões de saúde para as quais não é indicado turnos noturnos e que “estão a ser pressionados a ir para a noite”, rematou.

As declarações foram feitas à margem da reunião de Catarina Martins com a Comissão de Trabalhadores da PSA onde denunciou que apesar de ser uma  “empresa muito sólida”, a Stellantis está “a mandar embora todos os trabalhadores da geração mais nova que têm contratos a termo. Ao mesmo tempo que os trabalhadores efetivos estão a fazer turnos de 10/11 horas”, a ser “colocados em trabalho noturno contra a sua vontade” e estão “a chegar trabalhadores de outros países da Europa para ocupar postos de trabalho”.

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