Viseu marchou pelo segundo ano consecutivo pelos direitos LGBTI+

Foto de Plataforma Já Marchavas
As ruas de Viseu encheram-se este domingo de centenas de pessoas na 2ª Marcha pelos Direitos LGBTI+. O mote lançado pela organização da Plataforma Já Marchavas, “Que Viseu e qualquer outra cidade sejam as melhores cidades para viver (para todxs)” esteve presente em vários dos discursos da tarde e no sentimento geral da multidão.

Por volta das 15h o Jardim de Santo António começou a acolher as primeiras pessoas que encheram o espaço de côr, música e palavras de ordem. Ainda no local de concentração ouviram-se discursos de várias associações e movimentos.

Deu-se então início à Marcha que uniu cerca de 500 pessoas no percurso pela Avenida Capitão Silva Pereira, pelo Largo de Santa Cristina, pela Rua Formosa, pelo Chafariz do Rossio, pelo Jardim Tomaz Ribeiro e desembocou no Rossio. Pelo caminho as cores do arco-íris pintaram as ruas, com bandeiras, cartazes e palavras de ordem que marcharam contra a homofobia, a transfobia, o machismo, o racismo e pelos direitos de todos e de todas.

Tiago Resende, da Plataforma Já Marchavas, defendeu a importância deste tipo de manifestações “este ano que se assinalam 50 anos das Revoltas de Stonewall, 45 anos do 25 de abril e 20 anos da primeira marcha LGBTI em Lisboa. É curioso que no ano que se celebram todas estas datas é o ano em que vamos assistir pela primeira vez no Parlamento Português um partido de extrema direita com uma voz homofóbica, machista, racista e xenófoba, que pode reverter no fundo esta luta de mais de 20 anos do movimento LGBTI, e portanto estas marchas são importantes, é preciso as pessoas perceberem a importância destes movimentos sociais.”

Entre a multidão que marchou em Viseu encontrava-se Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda e Joacine Moreira, deputada eleita recentemente pelo partido Livre, um sinal claro de que os direitos LGBTI+ estão definitivamente presentes na agenda política, servindo estas demonstrações para que ganham cada vez mais força e representatividade.

(Escrito por MFS)

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