PART e PROTransP: os programas que não estão a dar respostas para o Interior

A deputada Isabel Pires explica como o relatório de avaliação do PART – Programa de Apoio à Redução Tarifária demonstrou que ele afetou de forma mais positiva as áreas metropolitanas de Porto e Lisboa. Neste seguimento têm ocorrido reuniões com as Comunidade Intermunicipais (CIM), nomeadamente do Interior, para perceber quais as dificuldades que sentiram na aplicação do PART.

Uma das dificuldades identificadas é a falta de oferta, não sendo possível aplicar redução tarifária se a oferta não existir. Para responder a isto, o Governo até já criou no ano passado o programa PROTransP, que teria como objetivo a criação de oferta onde ela não existia. No entanto, pelas várias questões efetuadas, Isabel Pires diz que nem o próprio Governo fez o levantamento do que foi feito com este programa e que pelo que as CIM relatam a nova oferta não foi criada.

Uma outra dificuldade detetada pelas CIM prende-se com o facto de não conseguem colocar no PART os custos com o transporte escolar, uma parte significativa do investimento que fazem em transportes. A deputada conclui defendendo que se para as CIM e para o Interior o modelo que é utilizado nas áreas metropolitanas não funciona, então tem que haver uma adaptação de critérios do PART ajustada às disparidades dos territórios.

Encontro do Avesso: Caminhos do Interior – Que estratégia para os Transportes Públicos no Interior?, com Isabel Pires, Heitor de Sousa, Patrícia Pereira e moderação a cargo de Eduardo Marques.

Mais em: https://is.gd/I4DrD1

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts
protesto-contra-exploracao-mineira-serra-argemela-2024
Ler Mais

Protesto contra a exploração mineira na serra da Argemela

Mariana Mortágua esteve este domingo na localidade do Barco num protesto contra a exploração mineira na serra da Argemela, acompanhada pela cabeça de lista do Bloco às eleições legislativas de 10 de março pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, Inês Antunes. A coordenadora do Bloco enfatizou que “este projeto nunca deveria ter tido aval do Governo”, na medida em que o mesmo vai “contra leis, contra o bom senso, contra a vontade da população, dos autarcas, da comunidade organizada”. Inês Antunes explica o que está em causa nesta exploração de uma mega mina a céu aberto.
Skip to content