Faurecia de Bragança está a dispensar dezenas de trabalhadores dos quadros

Foto por Faurecia, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons
A Faurecia em Bragança, empresa do ramo automóvel, aderiu ao Lay-off, que não permite que ocorram despedimentos, por isso estão a ser dispensados funcionários em regime de mútuo acordo. Fonte: Jornal Nordeste

Segundo o Jornal Nordeste, a fábrica não revelou quantos funcionários já foram dispensados mas, segundo fonte próxima, já terão ido para casa mais de 50 trabalhadores, onde se incluem pessoas com idade avançada ou que recebam mais do que o ordenado mínimo e executam cargos superiores, como chefes de equipas e técnicos. 

A fonte adiantou ainda que este número não fica por aqui e continuam a ser feitos acordos para dispensar trabalhadores.

A quebra do número de encomendas, entre os 30% e os 40%, estará na origem da redução dos trabalhadores, conforme esclareceu a Faurecia ao Jornal Nordeste. “A Faurecia Bragança exporta 100% da sua produção e, uma vez que algumas fábricas para as quais trabalha na Europa, têm estado a encerrar, devido, sobretudo, à falta de componentes electrónicos provenientes de outros fornecedores, e outras reduziram os seus volumes, a fábrica de Bragança tem de se adaptar a esta realidade”.

Segundo a notícia, o acordo estará a incluir uma indemnização. Até à sexta-feira passada a fábrica contava com cerca de 700 colaboradores, prevendo recuperar e retomar o total de trabalhadores a partir de 2022.

 

Despedimentos.pt nasce para a receção de denúncias de abuso laboral

1 comment
Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts
Ler Mais

Bancas sem JN pela primeira vez em 35 anos

A paralisação de 48 horas dos trabalhadores do jornal começou em força. Em causa estão o despedimento coletivo de entre 150 a 200 trabalhadores do Global Media Group, salários em atraso e as condições de trabalho na nova sede do JN. Em comunicado, a administração diz que quer evitar "a mais do que previsível falência do grupo".
Skip to content