IP estima avançar com eletrificação do troço Marco-Régua até final do ano

Comboio | Ferrovia Régua
Comboio | Ferrovia Régua

A Infraestruturas de Portugal (IP) aguarda a Avaliação de Impacte Ambiental para avançar com a eletrificação do troço da Linha do Douro entre Marco de Canaveses, distrito de Porto, e Peso da Régua, distrito de Vila Real.

“Após a obtenção da respetiva aprovação, a IP estará em condições de poder avançar com o lançamento da empreitada, o que, nesta fase, se estima possa ocorrer até final deste ano”, adiantou a IP à agência Lusa.

A eletrificação deste troço envolve um investimento global estimado de 46,6 milhões de euros. Está neste momento a decorrer o processo de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). 

A Associação Vale d’Ouro manifestou esta semana “apreensão”, em comunicado divulgado terça-feira, segundo a Lusa, por ainda não ter sido lançada a obra de eletrificação do troço Marco-Régua, nem o projeto do troço Régua-Pocinho.

Sobre a modernização do troço Régua-Pocinho (no distrito da Guarda), a IP referiu à Lusa que está “a desenvolver o processo para lançamento da fase de estudos e projeto”, aguardando a “autorização da tutela”.

A eletrificação do troço Marco-Régua insere-se no Programa Ferrovia 2020. Além dos atrasos na execução deste programa, um relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes conclui que dos 3,1 mil milhões de euros que se deveriam ter realizado entre 2015 e 2024, só se concretizaram ainda 382 milhões de euros, o que equivale a uma taxa de execução de apenas 12%.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts
Barragem
Ler Mais

São demasiadas vezes os interesses da EDP protegidos contra os interesses do povo de Miranda

O prejuízo para esta população não se resume ao negócio da venda das barragens, aprovado pelo Governo "sabendo que os impostos não seriam pagos", mas também à ausência de cobrança de IMI pelas barragens. Aqui, primeiro o Governo "subscreveu os argumentos da EDP para não pagar IMI sobre as barragens. Finalmente mudou de opinião, mas o IMI não está pago".
Skip to content