Sindicato reage às notícias de falta de mão-de-obra no setor da floresta: “estes trabalhadores auferem o salário mínimo nacional”

Face às notícias sobre a falta de mão-de-obra nas atividades de limpeza e manutenção da floresta, referida pela Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA), Sindicato Nacional da Proteção Civil (SNPC)  lembra que os Sapadores Florestais apenas recebem €665,00.

O SNPC reforça a sua posição e reivindicações para os Sapadores Florestais e para o Corpo Nacional  de Agentes Florestais, reagindo às garantias dadas em várias notícias de “salários de 1000 euros”.  

“Estes trabalhadores auferem o salário mínimo nacional, sujeitando-se a  todos os riscos naturais e mecânicos, ao calor, à chuva e ao frio, em terrenos com acessos inacessíveis, sem terem direito a uma Carreira e um Estatuto Profissional, sem a atribuição de um suplemento de risco e sujeitos a todo o tipo de precariedade laboral”, destaca o SNPC em comunicado.  

O sindicato considera que a falta de mão-de-obra anunciada dá razão ao que tem defendido, como a necessária profissionalização dos Sapadores Florestais e do Corpo Nacional de Agentes Florestais, “para que possamos garantir a continuidade destes operacionais, valorizando o precioso trabalho que executam durante  todo o ano nas nossas florestas em ações de prevenção estrutural contra incêndios e durante o período crítico nas mais diversas ações de prevenção e combate a incêndios rurais.”

Sublinham ser urgente que o Governo, bem como os restantes Grupos Parlamentares e Deputados únicos, se unam nas questões laborais deste setor, fazendo avançar reivindicações como a integração da Carreira Profissional de Sapador Bombeiro Florestal, a atribuição do Suplemento de Penosidade e Insalubridade, o reconhecimento de profissão de desgaste rápido e a idade da reforma para os 60 anos.  

Lembram ainda que está por cumprir a promessa do Secretário de Estado João Catarino, em julho, do agendamento de uma reunião do Grupo de Trabalho para a construção de um Estatuto  Profissional e num Acordo Coletivo de Trabalho que seja abrangente aos trabalhadores das Associações de Produtores Florestais, Agrupamentos de Baldios e Conselhos Diretivos.

 

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