Foto de Vitor Oliveira | Flickr

O Interior do Avesso falou com Filipe Lourenço, um dos residentes de Castelo Branco retidos em Marrocos. O outro albicastrense já regressou, mas Filipe Lourenço continua retido desde o dia 17 de março. Apesar da Câmara Municipal de Castelo Branco ter conhecimento da sua situação, faltaria um requerimento para ter apoio da autarquia.

Sem qualquer tipo de apoio consular do estado português e sem respostas das autoridades marroquinas, a única informação que teve durante mais de 2 meses foram “3 ou 4 e-mails a informar não haverá mais voos de repatriamento e que tenho de aguardar.”

O cidadão em situação semelhante que já conseguiu regressar a Castelo Branco, tê-lo-à conseguido com o apoio da Câmara Municipal, não se percebendo porque o mesmo apoio não foi concedido a Filipe Lourenço, questão levantada pelos seus próprios advogados “na sexta-feira os meus advogados questionaram porque razão a CMCB [Câmara Municipal de Castelo Branco] tinha intercedido para que um albicastrense tenha regressado na quinta-feira a casa vindo de Tanger e a resposta foi que eu tinha que fazer um requerimento.” 

Como já noticiado pelo Interior do Avesso, a situação de portugueses retidos em Marrocos motivou perguntas ao Governo e à Câmara Municipal de Castelo Branco. Nas perguntas à autarquia, o Núcleo Concelhio do Bloco de Esquerda identifica os dois cidadãos e questiona quais os desenvolvimentos das diligências junto do governo e se as mesmas envolvem os dois.

Sem que o Governo tenha apresentado um plano de regresso, o albicastrense tem pedido ajuda ao Gabinete de Emergência Consular e à Embaixada de Portugal em Marrocos. Sem sucesso, também já tentou adquirir bilhetes pelos seus próprios meios, “várias vezes… Mas os voos foram sempre cancelados.”

Em Marrocos, o português encontra-se a seguir as medidas tomadas, mantendo-se confinado em casa. Não tendo tido conhecimento de “4 voos de repatriamento entre o dia 15 e 18 de Março”, dos quais só soube “recentemente pela Embaixada de Portugal em Marrocos”, Filipe Lourenço assume que na situação em que se encontra é “complicado gerir empresas, uma vida familiar à distância mas é fundamental estar forte mentalmente.”

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