Fotos de Carolina Gomes e Carlos Couto

A ASSOL, a Associação de Solidariedade Social de Oliveira de Frades, da região de Lafões, manifestou-se ontem em Carregal do Sal onde decorria a Assembleia da CIM Viseu Dão Lafões para exigir a reposição dos transportes públicos na região. Segundo a instituição, dezenas de pessoas com necessidades especiais estão impedidas de frequentar as formações. A distrital do Bloco de Viseu já tinha alertado para este problema.

Foi realizada ontem uma ação de protesto organizada pela ASSOL, uma instituição com sede em Oliveira de Frades e que trabalha no apoio às pessoas com necessidades especiais. A iniciativa foi realizada em Carregal do Sal, onde decorria a Assembleia Intermunicipal da CIM Viseu Dão Lafões (CIMVDL), e exigia a reposição imediata dos transportes públicos na região. 

De acordo com o manifesto do protesto, a ASSOL intervém nos concelhos de “Oliveira de Frades, Castro Daire, Tondela, Vila Nova de Paiva e Viseu. Onde acorrem também pessoas de Carregal do Sal, Stª Comba Dão, Sátão, Mangualde ou Nelas. Isto dentro do território da CIM VDL. Fora da CIM VDL a ASSOL tem polos em Mortágua e em Albergaria-a-Velha”. 

Em declarações ao Interior do Avesso, o presidente da direção da ASSOL Gil Almeida, que estava presente no protesto realizado ontem, referiu que organizaram a iniciativa “no sentido de sensibilizar para a necessidade de voltarem a colocar em marcha as frequências dos transportes públicos que existiam antes da pandemia, para permitir às pessoas que apoiamos possam de facto exercer os seus direitos às atividades que frequentam na ASSOL, nomeadamente as ações de formação profissional e acima de tudo para que possam ter acesso ao direito ao trabalho que eles exercem nas empresas onde conseguimos colocá-los e em função da falha dos transportes estão em risco de perder esses empregos”. 

A iniciativa consistiu na colocação de 105 cartazes em alusão às pessoas apoiadas pela ASSOL e, segundo Gil Almeida, “é só um exemplo e são de vários concelhos” da região Dão Lafões. 

O problema afeta “a quem vive longe das grandes cidades” e “não tem qualquer alternativa de transporte porque são pessoas de base económica baixa, portanto não têm transporte próprio, nem têm possibilidade para pagar um táxi e assim a única alternativa é o transporte público”, frisou o presidente da ASSOL. A situação é sentida “desde que começamos a desconfinar”, revelou.

Para a ASSOL, as empresas de transporte devem acabar com o lay-off e retomar a atividade normal para assim alargar a oferta de autocarros. 

A ASSOL foi fundada em 1987 para dar a apoio às pessoas com deficiência ou necessidades especiais. Tem sede em Oliveira de Frades, mas intervém com maior frequência nos concelhos da região de Lafões (Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vouzela). Neste momento a sua área de trabalho alargou-se a praticamente toda a região de  Dão Lafões. 

Também a Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda já exigiu, em comunicado, a reposição de todos os transporte pré pandemia, tendo mesmo questionado todos os municípios do distrito sobre as necessidades existentes no território.

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