Rio Ocreza | Francisco Antunes, CC BY 2.0 <https://creativecommons.org/licenses/by/2.0>, via Wikimedia Commons

O Ministro do Ambiente informou que “até ao final do primeiro trimestre de 2021, será possível ter os resultados deste estudo”. O Bloco já tinha pedido acesso a este relatório de viabilização da barragem. 

A barragem no rio Ocreza, um afluente do Tejo, foi anunciada há um ano pelo Ministro do Ambiente, numa altura em que o Estado espanhol estava a imcumprir claramente a Convenção de Albufeira secando o rio Ponsul, outro afluente do Tejo, e criando um grave atentado ecológico e social nas localidades ribeirinhas de Castelo Branco, Vila Velha de Ródão e Nisa. Ao Jornal de Notícias, Matos Fernandes, informa que o estudo de viabilização estará concluído até ao final do primeiro trimestre de 2021. 

Recentemente, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Ministério do Ambiente e da Ação Climática no sentido de obter informações sobre a barragem e sobre o estudo, nomeadamente sobre a localização exata, os custos, a calendarização e os impactos ambientais na região. 

Lembramos que a ideia de construir esta barragem no rio Ocreza tem como principal objetivo, segundo a tutela, “assegurar o aumento da resiliência ecológica do rio Tejo”, está em “estudo, na Agência Portuguesa do Ambiente, o aumento de capacidade de regularização sazonal dos caudais do Tejo, em particular no período de estiagem”. 

Para o Bloco, a solução passa pela revisão da Convenção de Albufeira, mas Matos Fernandes refere que sobre as negociações de caudais diários não há muitas novidades, sendo que foi combinado um “mecanismo de acompanhamento trimestral do regime de caudais e dos fenómenos extremos”, sobretudo sobre “secas e inundações”. 

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