Câmara Municipal de Viseu questionada por causa da sobrelotação nos autocarros MUV

Autocarro MUV
Foto de Autocarros do Grande Porto | Facebook
Após se ter tornado público várias imagens de alguns autocarros MUV completamente sobrelotados, a Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda exige medidas para que esta situação não volte a acontecer

A Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda dirigiu várias questões à Câmara Municipal de Viseu sobre a situação de sobrelotação dos transportes públicos MUV (Mobilidade Urbana de Viseu).

Em comunicado, o Bloco informa que “tomou conhecimento que vários autocarros do MUV (Mobilidade Urbana de Viseu) têm realizado viagens em incumprimento das normas da Direção Geral de Saúde (DGS), segundo as quais os autocarros devem circular com um máximo de 2/3 da lotação.”

No 13 de maio, a Distrital do Bloco já tinha denunciado a “escassa oferta de horários nas linhas da MUV em comparação com o período antes da pandemia” e “já então se verificavam casos de sobrelotação, muitas vezes provocada pela diminuição do tamanho dos veículos.”

No mesmo comunicado, o Bloco lançava o alerta, “a exigência do restabelecimento urgente do transporte coletivo pré-pandemia e com a visão de melhorar todo sistema de forma a respeitar todas as medidas de contenção da propagação da covid-19 que, numa perspectiva lógica, seria a de aumentar a oferta para concentrar menos pessoas em cada deslocação.”

Com o regresso dos alunos do 11º e 12º anos às aulas e a retoma laboral, segundo a distrital bloquista, “a situação terá piorado.”

O partido volta a insistir em que é necessário “aumentar a capacidade de resposta, eventualmente através da criação de mais horários ou de desdobramentos nos horários de maior afluência (2 viaturas a realizar a mesma linha no mesmo horários).”

Assim sendo, a Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda quer esclarecer, junto da Câmara Municipal de Viseu, se o Executivo Municipal tem conhecimentos destes casos de sobrelotação no MUV e se irão tomar medidas que “permitam solucionar estas situações de risco para a saúde pública”. 

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