A Coordenadora Nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, fez hoje uma viagem de comboio na linha da Beira Alta, da Guarda a Mangualde onde alertou para a necessidade de investimento na ferrovia, lembrando que no interior existe um problema de mobilidade e que o Bloco está “muito preocupado com os investimentos que vamos fazer e com a resposta que é dada ao interior”.

“Fizemos cerca de 50 quilómetros em mais de uma hora num comboio regional, e esta, é ainda assim uma ligação que funciona no interior” considerando haver um enorme problema de ligações e de mobilidade no interior do país, defendendo que o Bloco de Esquerda está “muito preocupado com os investimentos que vamos fazer e com a resposta que é dada ao interior”.

Catarina Martins aproveitou para chamar a atenção para a ferrovia e para a mobilidade no interior, numa altura em que o país “está a tomar decisões muito importantes sobre os grandes investimentos que vamos fazer” lembrando que o plano apresentado pelo Governo “olha para o interior e vê minas e eucaliptos”, considerando que o Bloco “olha para o interior e vê gente que aqui vive e gente que quer aqui viver se puder e tiver condições”.

A Coordenadora Nacional do Bloco de Esquerda lembra também o Plano Ferroviário Nacional que o Bloco apresentou em que defendiam que todas as capitais de distrito estivessem ligadas por ferrovia e que este fosse “o transporte habitual das pessoas”, recordando que em Portugal apenas “cerca de 5% dos passageiros e das mercadorias viagem de ferrovia”, lembrando que este é o transporte do futuro, de ponto de vista ambiental e económico.

“Agora que estão a ser planeados investimentos na ferrovia, o interior parece ficar novamente para trás e para nós tem que ser uma prioridade”, considerando que quem vive no interior praticamente não tem transportes públicos porque “a ferrovia é pouca, os autocarros não existem e as pessoas ficam isoladas.”

Recorda também que as pessoas no interior pagam das portagens mais caras do país em auto estradas “que foram prometidas sem portagens, não há autocarros e o investimento na ferrovia está constantemente atrasado”.

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