Na quarta-feira, o Governo anuncia as medidas, que deverão ser semelhantes às do confinamento de Março e Abril, mas mantendo as escolas abertas. No dia 24 de janeiro, dia das eleições presidenciais, haverá liberdade de circulação para votar e equipas de recolha de votos para os utentes dos lares.

Segundo o Público, o novo confinamento entrará em vigor às 00H00 de quinta-feira, 14 de Janeiro, antecipando em dois dias a data que estava prevista para a entrada em vigor do novo estado de emergência, confirmado ontem, depois de o Governo reunir com os partidos.

A decisão deve-se à urgência de travar a excessiva subida de novos casos diários, na ordem dos 10 mil desde quarta-feira, a que se tem assistido. As regras específicas do confinamento vão ser aprovadas pelo Conselho de Ministros e anunciadas na quarta-feira à tarde.

Está previsto que o novo confinamento tenha a duração de 15 dias, correspondendo com o tempo em que vigora cada renovação do estado de emergência. Mas, segundo o Público, o confinamento poderá prolongar-se por mais de duas semanas, caso o número diário de novos casos de covid-19 não baixe para níveis consideravelmente mais baixos.

 

Eleições adaptadas à situação de pandemia

As eleições presidenciais ocorrem a 24 de janeiro, em período de confinamento geral. No entanto, algumas alterações adaptadas à situação tornarão possível o exercício de voto. De acordo com o Público, está prevista a liberdade de circulação, para efeitos do exercício do direito de voto, no dia 24. 

Outra novidade, será a criação de equipas de recolha de voto em urna, que se deslocarão aos lares, permitindo que os seus utentes votem. O regime aplicado para esta medida será semelhante ao que está previsto para as pessoas em confinamento obrigatório, doentes internados e presos, conforme o Bloco de Esquerda também já tinha proposto.

Uma outra alteração será o desdobramento das secções de voto, cada secção passará a ter apenas 1000 eleitores, em vez dos anteriores 1500. Tal resultou na criação de mais 2000 secções de voto.

 

Catarina Martins defende que novo confinamento tem de ser acompanhado por resposta social e reforço do SNS

No âmbito do novo confinamento, Catarina Martins definiu três prioridades: “apoios mais rápidos e robustos”; “manter escolas abertas” com rastreios e testes rápidos; e “colocar toda a capacidade de saúde sob alçada do SNS”, segundo o Esquerda.net.

Após a reunião com o primeiro-ministro, a coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou que “a situação é preocupante”, pelo que “é preciso preservar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde, é preciso travar os contágios, e portanto é natural que um novo confinamento apareça como algo de óbvio e consensual” entre os partidos.

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