O atual contrato de concessão dos CTT para serviço postal universal deveria terminar em 2020, no entanto vai ser prorrogado por falta de condições para a renegociação, segundo anúncio do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

De acordo com notícia do ECO, o que impediu a renegociação foi mesmo a pandemia. Questionado, numa audição na Comissão Parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, sobre a possibilidade de o Estado voltar a controlar os CTT, Pedro Nuno Santos terá dito apenas que não exclui esse cenário.

“Nesta fase por razões da crise pandémica temos trabalho negocial que ainda está em curso. Vai ter de haver uma prorrogação desse contrato até estarmos em condições de fechar o próximo contrato“, explicou. “De qualquer forma vai haver uma continuidade no serviço, que é o fundamental para nós”.

Em causa está o contrato de concessão do serviço postal universal, que vai terminar no fim deste mês de dezembro. O Governo comprometeu-se a lançar o concurso para renegociar com os CTT um novo contrato, que determina como é prestado este serviço de utilidade pública.

A prorrogação avança apesar das diversas manifestações de descontentamento com o serviço dos CTT e em favor da gestão pública do serviço postal universal. Esta é uma das reivindicações dos oito sindicatos de trabalhadores dos CTT que se uniram em greve nos dias 30 de novembro e 2 e 3 de dezembro. Também o Bloco de Esquerda tem defendido a devolução à esfera pública dos CTT.

 

 

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