Foto por Esfera CTT | Facebook

No mesmo dia em que se assinalam os 500 anos da instituição, ocorreu um protesto em defesa da renacionalização. Os trabalhadores gritaram palavras de ordem como “Concessão não é opção” e ergueram cartazes com frases como “Trabalhadores dos CTT em luta por serviços públicos de qualidade” e “CTT público já!”.

Segundo notícia da Lusa, estiveram presentes em Lisboa cerca de três de dezenas de trabalhadores. O protesto passou pela sede da autoridade reguladora das comunicações postais (Anacom) e terminou no Ministério das Infraestruturas e Habitação, onde foi entregue um caderno reivindicativo no qual consta a defesa da renacionalização da empresa.

O contrato de concessão para o serviço postal universal em vigor termina a 31 de dezembro, não tendo até ao momento sido lançado um novo concurso. O Governo e a administração dos CTT estarão ainda a negociar o novo contrato, admitiu o ministro das Infraestruturas e Obras Pública, no parlamento, durante o debate na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2021.

A manifestação foi convocada para esta manhã pelo Sindicato Nacional dos trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT). Segundo o sindicato, “a gestão privada dos “Correios” está a destruir paulatinamente o que levou 500 anos a construir.” 

A privatização dos CTT é classificada pelo sindicato como “criminosa”, tendo a manifestação sido convocada “perante a destruição da qualidade de serviço, perante o desrespeito pelos cidadãos, […] perante o desrespeito diário pelos direitos dos Trabalhadores CTT que dão a cara, […] perante a chantagem que tem vindo a público e levada a cabo pelos representantes dos bolsos do accionistas privados dos CTT no processo de renegociação do Contrato de Concessão para a Prestação do Serviço Público Universal”.

 

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