Foto de Universidade FM | Facebook

A Comissão Coordenadora Distrital de Viseu e o Núcleo Douro-Sul do Bloco de Esquerda consideram que a abolição das portagens na A24 deve ser uma prioridade nacional. “O preço das portagens é uma afronta à economia regional. Em preço por quilómetro, a A24 tem hoje das portagens mais caras do país”, referem os bloquistas.

A A24, ligando Viseu a Chaves, constitui-se como um eixo estruturante do Interior Norte. É uma via rodoviária imprescindível para milhares utentes que, segundo o BE, “têm de se deslocar todos os dias para trabalhar, cumprir obrigações legais e até para aceder a cuidados de saúde em Vila Real, devido à falta de especialistas e valências nos hospitais de ambulatório do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.”

 

Em comunicado, afirmam que “o preço das portagens é uma afronta à economia regional. Em preço por quilómetro, a A24 tem hoje das portagens mais caras do país. Em 162 km, apenas 42 são gratuitos e 120 são pagos com recurso ao sistema electrónico de portagens. Para além dos custos, também o serviço prestado pelas concessionárias tem vindo a piorar sucessivamente”. 

 

Acusam o Primeiro-Ministro de “nutrir um especial apreço pela EN2, mas decerto que não a utilizaria nas suas deslocações diárias. Quem conhece a estrada sabe que tal não passa de um absurdo, seja pelo seu traçado sinuoso e até por questões de segurança, relacionadas com as características da via e a sua degradação”. 

 

O partido relembra a tragédia ocorrida no concelho de Castro Daire no passado dia 19 de Dezembro de 2019, na EN2 entre Mós e Ponte Pedrinha, onde um desabamento de terras vitimou um funcionário camarário e desde então esta estrada encontra-se cortada, obrigando os utentes da via a deslocar-se pela A24 e a pagar uma portagem de 0,75€. 

O Governo acabou agora por anunciar a isenção de pagamento de portagem no pórtico de Carvalhal, relativo ao troço onde a EN2 está interditada. 

Os bloquistas entendem que “o Governo não estar a ter a postura mais adequada por três ordens de razão: Resposta tardia, falta de esclarecimento dos moldes em que vai suceder a isenção e uma despreocupação por esta trágica situação”.

 

Finalizam o documento questionando se não há descontos para a A24 depois de “termos registado, com perplexidade e preocupação, que da informação que tem vindo a público, nada consta sobre a A24 poder vir a beneficiar desta medida”. 

Relembramos que a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, diz estar a trabalhar numa proposta que visa descontos nas portagens do interior. Não querendo discutir uma proposta que ainda não está oficialmente fechada e anunciada. 

 

(Escrito por DG)

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