A proposta de posicionamento da variante da IP5 para a EN229/Parque Empresarial de Mundão está a gerar forte contestação por parte da população que vê assim reduzirem-lhe área agrícola e um sério atentado ambiental à sua região.
Os principais problemas apontados ao traçado em causa prendem-se com o fato deste atravessar espaço de Reserva Agrícola Nacional (RAN), atravessar espaço de Reserva Ecológica Nacional (REN) e não respeitar o perímetro de proteção dos aquíferos. Esta variante passa sobre a captação de água que alimenta parte da população de Rio de Loba, uma das maiores freguesias do concelho de Viseu. Recordamos que Viseu foi dos concelhos mais afectados pela seca de 2017.
Nenhum destes pontos teve relevância para as Infraestruturas de Portugal que se justifica com a planta de ordenamento do Plano Diretor Municipal de Viseu, as infraestruturas existentes dos SMAS e as áreas de proteção ao Património Arqueológico. Na primeira versão do projecto, a construção passava por cima dos reservatórios de água que abastecem esta freguesia, bem como por cima do classificado dólmen de Mamaltar.
Num abaixo assinado entregue à Câmara Municipal de Viseu (CMV) é proposto um traçado alternativo que salvaguarda os terrenos agrícolas, acautela as questões ambientais e ainda seria uma solução com menos encargos financeiros, quer na construção quer na manutenção da futura via. Da parte da CMV não houve resposta nem se abriu a hipótese de alteração do PDM para facilitar a resolução deste problema, ainda que este tenha sofrido já alterações noutras ocasiões.
No dia 13 de Abril, Maria Manuel Rola, deputada da Assembleia da República visitou o local com os peticionários onde observou vários locais sensíveis tanto a nível agrícola, ambiental e arqueológico e lhe foi apresentado o traçado alternativo.

Ver também
Sem dizer água vai: o projecto de uma estrada em Vale de Fachas
Defesa da Água Potável de Viseu nas Assembleias da República, Municipal e de Freguesia
(Escrito por MFS)

Deixe o seu comentário

Skip to content