A exploração mineira da Serra da Argemela tem previsto durar até 26 anos e funcionar 16 horas por dia. O período de reclamação começou no dia 3 de maio 

De acordo com o Jornal do Fundão e com base no Plano de Lavra da exploração publicado há umas semanas, o projeto de extração de lítio e outros minerais na Serra da Argemela pode durar até 26 anos, com uma período inicial de instalação de infraestruturas de 4 anos. A exploração vai funcionar 16 horas por dia.

Na Argemela, entre o concelho da Covilhã e do Fundão, podem existir até 15 milhões de toneladas de estanho e lítio e a PANN Consultores de Geociências, que é quem detém os direitos de exploração, pensa extrair até um milhão de toneladas por ano, em mina de céu aberto e com recursos a explosivos. 

O projeto também prevê um investimento de 50 milhões de euros. O Plano de Lavra, entregue em abril à Direção Geral de Energia e Geologia, refere que se espera gerar até 19 milhões de metros cúbicos de resíduos mineiros (estéreis e rejeitados) e está previsto a construção de aterros.

A área total já é conhecida, vai-se estender por 403,7 hectares, o que é uma grande área que ocupa o concelho da Covilhã e do Fundão. Também está previsto um sistema de tratamento de minério (lavaria).

O período de reclamação, que foi suspenso por causa da pandemia da covid-19, foi reaberto no dia 3 de maio e vai durar 30 dias desde a sua abertura.

A Comissão Coordenadora Distrital de Castelo Branco do Bloco de Esquerda já efetuou, em abril, a reclamação ao projeto antes do período ter sido suspenso e apela a sociedade civil a fazer o mesmo. 

(Escrito por DG)

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